MP abre investigação sobre menores de idade “presos” em manifestações golpistas

Caso aconteceu durante manifestações golpistas de apoiadores de Bolsonaro (Foto: ANDERSON COELHO/AFP via Getty Images)
Caso aconteceu durante manifestações golpistas de apoiadores de Bolsonaro (Foto: ANDERSON COELHO/AFP via Getty Images)

O Ministério Público de Santa Catarina abriu um procedimento de investigação para apurar o transporte de menores de idade que fingiram estar “presos” na carroceria de um caminhão durantes manifestações golpistas de bolsonaristas. As informações são do portal g1.

O caso aconteceu em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na última quarta-feira (2). Crianças usavam máscaras com o rosto do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e também do ministro Alexandre de Moraes e fingiram estar “atrás de grades”.

O caso foi divulgado em vídeo nas redes sociais. Nesta quinta-feira (3), o MPSC afirmou que está em busca de mais informações para identificar os responsáveis.

Segundo o g1, o Ministério Público estadual declarou que o promotor Alan Boettger, que responde pela área da infância e juventude, analisou os vídeos e disse "ver as infrações que podem ferir o Estatuto da Crianças e do Adolescente (ECA)".

“O MP vai oficiar a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para obter a confirmação da placa visualizada e os dados do proprietário do veículo”, informou o órgão.

Crianças usadas como escudo

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou nesta quarta-feira, (2), que vai investigar o uso de crianças como ‘escudo’ nos bloqueios nas rodovias do estado catarinense.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os pequenos presentes em manifestações na BR-101, tanto em Itajaí quanto em Itapema, no Litoral Norte catarinense.

O objetivo da investigação, segundo o órgão, é evitar que menores sejam expostos a situações de risco, já que a atitude dos pais ou responsáveis pode se encaixar no crime descrito no artigo 132 do Código Penal, que é “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente”.

A investigação deve apurar se as crianças estavam sendo usadas como escudo para impedir a ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A orientação é que os policiais identifiquem as crianças e os pais ou responsáveis para acionar o Conselho Tutelar e o próprio Ministério Público.