MP do Amazonas pede à Justiça adoção de bloqueio total no estado

FABIANO MAISONNAVE
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TOPSHOT - Aerial picture showing a burial taking place at an area where new graves have been dug up at the Nossa Senhora Aparecida cemetery in Manaus, in the Amazon forest in Brazil, on April 22, 2020. - The new grave area hosts suspected and confirmed victims of the COVID-19 coronavirus pandemic. More than 180,000 people in the world have died from the novel coronavirus since it emerged in China last December, according to an AFP tally based on official sources. (Photo by Michael DANTAS / AFP) (Photo by MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus (MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)

MANAUS, AM (FOLHAPRESS) - Em mais um dia de recorde de novos casos confirmados da Covid-19 no estado, o Ministério Público do Estado do Amazonas entrou na Justiça com um pedido para a implantação de um bloqueio total, o chamado "lockdown", por pelo menos dez dias.

O pedido é dirigido ao governo estadual e à Prefeitura de Manaus, mas não especifica quais ações seriam tomadas. O termo "lockdown" significa a adoção de medidas mais restritivas do que as do isolamento social, como suspensão de todas atividades não essenciais e do transporte público.

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"O 'lockdown' é a única maneira que temos hoje de tentar achatar essa curva da Covid-19 no nosso estado. A ascendência é visível, cristalina e incontestável", afirmou a procuradora-Geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque.

Nesta terça-feira (5), o Maranhão passou a adotar o "lockdown" na região da capital, São Luís. No Pará, a medida passa a valer a partir da quinta-feira (7), no entorno de Belém.

A baixa adesão ao isolamento social é visível nas ruas de Manaus. Há trânsito intenso em várias avenidas da cidade, a maior parte das fábricas da Zona Franca voltou a funcionar, e o comércio não essencial tem desrespeitado a suspensão, principalmente nos bairros periféricos e no interior.

Apesar da curva ascendente dos casos de coronavírus, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), chegou a anunciar, na semana passada, a reabertura do comércio não essencial a partir do dia 14 de maio.

Adversário político de Lima, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), sinalizou que poderia adotar o "lockdown", mas, na prática, não chegou nem sequer a decretar a obrigatoriedade de máscara, medida já adotada por diversas regiões do país com menor taxa de incidência.

Nesta terça-feira (5), o Amazonas registrou mais 867 casos confirmados da Covid-19, chegando a 8.109 registros. O estado conta 649 óbitos, dos quais 65 nas últimas 24 horas.

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