MP conclui que jovem que fingiu luto matou a mãe por herança

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Márcia Lanzane foi assassinada pelo próprio filho (Foto: Reprodução/Facebook)
Márcia Lanzane foi assassinada pelo próprio filho (Foto: Reprodução/Facebook)
  • Inquérito confirmou que Bruno Vieira matou a mãe, Márcia Lanzane, por causa da herança

  • O rapaz queria viver uma "vida de luxo", de acordo com o MP e por isso cometeu o crime

  • A polícia agora tenta encontrar o criminoso, que está foragido

O Ministério Público divulgou que Márcia Lanzane foi morta pelo próprio filho por causa da herança. De acordo com o inquérito conduzido pelo órgão, Bruno Eustáquio Vieira cometeu o crime porque desejava uma “vida de luxo”.

Márcia, de 44 anos, foi assassinada em dezembro do ano passado no Guarujá, litoral de São Paulo. A investigação da Polícia Civil confirmou que Bruno, de 23, foi o responsável pelo crime. A Justiça decretou a prisão preventiva do rapaz, que, no entanto, segue foragido.

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"Insatisfeito em não ver seus anseios materiais atendidos, o denunciado decidiu matar a vítima com o objetivo de ter para si todo o patrimônio da genitora em herança, além da obtenção de valores de eventuais seguros", diz trecho do inquérito, ao qual o G1 teve acesso.

O documento explica que oito pessoas, incluindo parentes e amigos da família, prestaram depoimento às autoridades. Elas explicaram que Bruno e Márcia vinham brigando constantemente e que o rapaz sempre tentava impor suas vontades.

Postagem de Bruno nas redes sociais, após o crime - Foto: Reprodução/Facebook
Postagem de Bruno nas redes sociais, após o crime - Foto: Reprodução/Facebook

Ainda de acordo com testemunhas, Bruno começou a mudar seu comportamento quando manifestou interesse em cursar medicina. Ele passou a andar com pessoas de maior poder aquisitivo e frequentar locais não condizentes com seu nível financeiro.

"Não bastasse isso, o denunciado ainda queria determinar à genitora que alugasse ou vendesse o imóvel da família, situado em zona de baixa renda da cidade, e alugasse outro em região nobre, para que pudesse receber os amigos sem se sentir humilhado, conforme dizia", afirma o inquérito.

Ainda de acordo com o documento, o rapaz planejou o assassinato da própria mãe. “Não bastasse isso, o denunciado ainda queria determinar à genitora que alugasse ou vendesse o imóvel da família, situado em zona de baixa renda da cidade, e alugasse outro em região nobre, para que pudesse receber os amigos sem se sentir humilhado, conforme dizia."

O rapaz chegou a fingir luto após a morte de Márcia. Nas redes sociais, postou fotos ao lado da mãe e se declarou: “Te amarei para sempre! Obrigado por tudo, meu amor. Luto eterno, rainha”.

Polícia divulgou possíveis disfarces que Bruno pode estar usando - Foto: Divulgação/Polícia Civil
Polícia divulgou possíveis disfarces que Bruno pode estar usando - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Relembre o caso

Bruno ligou para amigos e parentes na manhã do dia 22, dizendo que a mãe havia morrido. Ele alegava que tinha ido à academia e, ao retornar, encontrou a mulher no chão do quarto, já sem vida.

Os investigadores passaram a desconfiar do rapaz quando notaram que Márcia estava morta horas antes de Bruno comunicar o óbito.

Após vasculharem a casa, agentes da polícia encontraram vídeos do circuito interno de segurança dentro do forno do fogão. Nele, comprovaram que Bruno havia sido o responsável pelo assassinato.

As imagens mostram o rapaz, ainda na noite do dia 21, andando pela casa. Por volta das 21h17, ele entra no quarto em que está Márcia, os dois iniciam uma luta corporal e, na sequência, Bruno a derruba e começa uma série de agressões.

Momentos depois, com o corpo já imóvel, o rapaz deixa o cômodo rumo à sala, onde volta a assistir à televisão como se nada tivesse acontecido.

Polícia divulga disfarces

A Polícia Civil agora trabalha para encontrar Bruno. Na última terça-feira, o órgão divulgou imagens de possíveis disfarces que o criminoso pode estar usando para se esconder

Os agentes também pediram que qualquer pessoa que tiver pistas do paradeiro do rapaz entre em contato pelo disque denúncia (181) ou diretamente com a equipe de investigação da Delegacia de Polícia do Guarujá, no telefone (13) 3386-6992. A ligação é anônima.

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