MP denuncia dez pessoas por abate e venda ilegal de carne de cavalo, no RS

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RIO - O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou dez pessoas nesta quarta-feira pelo abate e comércio ilegal de carne de cavalo, no município de Caxias do Sul. Oito vão responder criminalmente por integrarem uma organização criminosa que adulterava ou alterava os produtos alimentícios destinados ao consumo, tornando-os nocivos à saúde. Outros dois são acusados por crime contra relações de consumo.

A denúncia foi feita seis dias após a deflagração da Operação Hipo, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Segurança Alimentar. Na ocasião, seis pessoas foram presas.

De acordo com o promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, coordenador do Gaeco – Seguranca Alimentar, entre os denunciados estão os donos de duas hamburguerias (Mírus Hambúrguer Ltda. ME e Natural Burguer), onde foi detectado DNA de cavalo em análises realizadas nos lanches, confirmando a fraude.

- Após a operação, também foi confirmada a presença de microorganismos nocivos à saúde humana nas amostras de carne apreendidas na última quinta-feira, 18, além de DNA de cavalo em todas as amostras. Alguns hambúrgueres eram 100% carne de cavalo - diz o promotor.

Segundo a denúncia, um dos envolvidos no esquema era responsável pela compra e abate irregular de cavalos, pelo descarte e desossa das carcaças. O segundo (pai do primeiro) era dono da chácara onde ocorria o abate. O local é considerado como "completamente insalubre" pelo MP-RS.

Nesta chácara, também foram apreendidos 280kg de produtos lácteos vencidos, como iogurtes e geleias, que eram vendidos aos consumidores em geral.

A terceira denunciada também pertence à mesma família. Ela auxiliava na comercialização dos lácteos, em sua casa eram estacionados os caminhões utilizados pela organização criminosa para transportar cavalos. A denunciada também emprestava seu aparelho de telefone para ser utilizado nas negociações, intermediando a comunicação com os fornecedores de cavalos via WhatsApp. E também avisava sobre sobre a presença de policiais e blitz.

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