MP denuncia envolvido em atentado contra 'trafigata' no Paraná

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RIO — O Ministério Público do Paraná (MP) denunciou nesta terça-feira um homem suspeito de cometer um atentado contra Camila Marodim, conhecida como a "Trafigata", em Curitiba. Geovane Soares Machado, de 25 anos, é apontado pelos promotores como autor dos disparos feitos contra a vítima em 31 de janeiro.

Machado foi denunciado por por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e dificuldade de defesa. De acordo com os promotores, o acusado atirou contra Camila e um amigo, identificado como Paulo Sérgio Veiga de Almeida. Este último foi baleado no quadril e no joelho direito. Ele foi hospitalizado, mas sobreviveu.

O atentado aconteceu quando Camila Marodim e Paulo voltavam de um mercado quando. Eles já estavam no portão de casa e foram surpreendidos por uma saraivada de balas, disparadas de um carro estacionado nos arredores. A mulher escapou ilesa, como mostram gravações de câmeras de segurança.

Após o atentado, Camila acabou presa por violar as regras de uso da tornozeleira eletrônica. Ela, que havia sido presa ano passado preventivamente, havia conseguido o direito de ser submetida ao regime domiciliar por ser mãe. O advogado Cláudio Dalledone, que defende Marodim, afirmou que as violações se deram no contexto da "busca frenética" da mulher por se manter viva. Segundo o advogado, ela teve de se mudar de casa pelo menos duas vezes, por medo de estar sendo vigiada.

Marodim foi presa preventivamente no dia 12 de dezembro, em Matinho, no litoral paranaese, em uma operação da Polícia Militar, que investigava a quadrilha da qual ela faria parte. O Ministério Público do Paraná denunciou Camila por associação ao tráfico, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

Dias antes, Camila viu o marido ser executado durante a festa de aniversário de um dos filhos do casal, em Pinhais. No episódio, quatro homens teriam disparado de um carro contra Ricardo Marodim, quando ele saiu do salão de festas onde o evento acontecia. Ele era suspeito de ter envolvimento no tráfico de drogas na região.

Dalledone afirmou, nesta terça-feira, que Camila é vítima de uma quadrilha de tráficos de drogas que atuam em Curitiba e "não terá o mesmo destino que o marido Ricardo Marodin".

— Camila nada tem a ver com as atividades ilícitas que o marido tinha. Ela só quer viver em paz e em segurança com os três filhos e esta resposta do Estado é um recado claro para os criminosos que ousarem atentar contra Camila Marodin — afirmou o advogado.

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