Ministério Público abre investigação sobre racismo na Globo; atrizes vítimas celebram

Roberta Rodrigues e Dani Ornellas e os advogados após a instauração do inquérito no Ministério Público do Trabalho (foto: reprodução / instagram @rorodrigues)
Roberta Rodrigues e Dani Ornellas e os advogados após a instauração do inquérito no Ministério Público do Trabalho (foto: reprodução / instagram @rorodrigues)

Resumo da Notícia:

  • Roberta Rodrigues, Dani Ornellas e Cinnara Leal denunciaram racismo na Globo

  • Elas afirmam terem sido vítimas durante a produção de "Nos Tempos do Imperador"

  • A Globo demitiu o diretor Vinícios Coimbra pouco depois do fim da trama no ar

O Ministério Público do Trabalho abriu uma investigação contra a TV Globo para averiguar as denúncias de racismo feitas por três atrizes durante a novela “Nos Tempos do Imperador”, que foi encerrada em fevereiro deste ano.

Segundo informações da Veja e da Folha de São Paulo, o órgão acatou um pedido da defesa das atrizes e deve abranger a chefia do núcleo de dramaturgia da emissora e cerca de oito pessoas, entre diretores e parte da produção. Elas foram intimadas a prestar declarações.

A atriz Roberta Rodrigues, que foi uma das autoras das denúncias contra o então diretor Vinícius Coimbra, já depôs na sede da instituição e celebrou o momento nas redes sociais. “Obrigada a vocês que não acreditaram, vocês me fizeram ter mais certeza e força para jamais desistir dos meus direitos”, escreveu.

Além dela, a atriz Dani Ornellas e Cinnara Leal também compõem o grupo de atrizes que levou as denúncias de racismo ao compliance da emissora e à Justiça. Elas são representadas por Gustavo Proença, Lorena Martins, Djeff Amadeus e Carolina Bassin.

“O MPT abriu investigação para apurar possíveis práticas discriminatórias na novela. Seguimos atuando com firmeza para esclarecer todos os fatos. Vamos com este potente”, afirma Proença à “Veja”. Cinnara não compareceu com as amigas ao MPT e lutava para expor os acontecimentos à imprensa.

À Folha, a Globo informou desconhecer a investigação e ressaltou que não tolera preconceitos: “A fim de manter seu ambiente corporativo livre de discriminação, a empresa conta com um sistema de compliance atuante, com treinamentos de conscientização frequentes de seus colaboradores e um código de ética que proíbe a discriminação e pune severamente as violações apuradas.”

Coimbra teria dito, no set da novela, falas como: “Elenco pra esse lado, negros pro outro lado”, segundo a Veja. O diretor foi demitido da emissora em março deste ano após o fim da produção e da investigação interna. À época, ele comentou que sua demissão seria por assédio moral e não racismo, lembra a Folha.

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