MP francês apresenta alegações finais no julgamento dos atentados de Paris

Com a pergunta "Quem se lembrará?", a promotoria inciou nesta quarta-feira suas alegações finais no julgamento dos atentados jihadistas de 13 de novembro de 2015, que deixaram 130 mortos em Paris e arredores e comoveram o mundo.

"Quem se lembrará desta audiência? Quais serão as imagens? Quais depoimentos?", questionou a procuradora-geral Camille Hennetier, a primeira dos três representantes do Ministério Público a falar ao tribunal especial.

"Seu veredito, é claro. O nome dos desaparecidos enumerados em setembro. O depoimento das vítimas e sem dúvida, a crueldade dos terroristas", alegou no início desta fase processual que deve durar três dias.

Mais de seis anos depois dos piores atentados em Paris desde a Segunda Guerra Mundial, o julgamento de duração incomum, com mais de 2.500 partes, chega ao fim.

Hennetier e seus colegas Nicolas Braconnay e Nicolas Le Bris, tentarão assim reconstituir os fatos neste imenso processo e atribuir as responsabilidades de cada um dos 20 acusados, dos quais apenas 14 estarão presentes.

Doze acusados podem ser condenados à prisão perpetua, entre eles Salah Abdeslam, o único sobrevivente dos comandos jihadistas.

"Quero oferecer minhas condolências e pedir desculpas a todas as vítimas", declarou Abdeslam, entre lágrimas, em seu interrogatório em meados de abril. "Só peço que me odeiem com moderação" e "que me perdoem", disse.

O Ministério Público vai divulgar na sexta-feira as penas que solicitou à Justiça. Na sequência, chegará a vez da defesa se manifestar, a partir de 13 de junho. A decisão é esperada para 29 de junho.

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