Empresário promete R$200 reais a funcionários que votarem em Bolsonaro; MP investiga

O Ministério Público instaurou inquérito para investigar um empresário que aparece em vídeo que circula nas redes sociais coagindo seus funcionários a aceitar R$ 200 em troca de votos em Jair Bolsonaro (PL), em São Miguel do Guamá, nordeste do Pará.

O empresário Maurício Lopes Fernandes Júnior, atua no ramo de cerâmicas e aparece reunido aos seus empregados, no pátio de um dos seus estabelecimentos.

Nas imagens, o patrão fala aos trabalhadores que caso o candidato Lula (PT) seja eleito, as empresas vão fechar e as três indústrias cerâmicas de sua propriedade vão junto.

"Eu sei que nem todo mundo é Lula aqui. Não sei se tá dividido metade com metade. Só sei que a gente tem que se unir para que Lula não ganhe. Sabe por quê? Porque se Lula ganhar, vocês podem ter certeza que mais da metade das cerâmicas de São Miguel vai fechar. Eu sou um que se ele ganhar, eu vou fechar as três cerâmicas que eu tenho porque ninguém vai aguentar o pepino que vem", ameaça Maurício.

Empresário promete dinheiro a funcionários que votarem em Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Empresário promete dinheiro a funcionários que votarem em Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

No mesmo vídeo o empresário oferta R$200 para quem votar no candidato que ele indica, o atual presidente Jair Bolsonaro.

O empresário afirma que uma lista será criada para pegar o nome dos trabalhadores. Na fala, o Maurício, diz ainda que tem empregados sem carteira assinada em suas empresas.

"Então eu tenho uma proposta pra fazer para todo mundo: Gleidsson vai pegar o nome de vocês, de todo mundo, tanto faz fichado, carteira assinada, sem carteira, carregador de caminhão, motorista de caminhão, todo mundo que tiver aqui ouvindo, quem quiser dar o nome, e se o presidente ganhar eleição, cada um vai ter R$ 200 no bolso logo no outro dia de manhã. Tá bom, pessoal?", finaliza o patrão.

Sobre o caso, o Ministério Público Eleitoral, junto à 11ª Zona Eleitoral, informou, em nota, que já recebeu o vídeo e adotou providências iniciais, tendo oficiado à Polícia Federal para a instauração de procedimento policial a fim de investigar a ocorrência, em tese, dos crimes previstos no art. 299 e art. 301 do Código Eleitoral.