MP investiga prefeito de Florianópolis por possível improbidade administrativa após alegações de sexo na Secretaria de Turismo

Louise Queiroga
·1 minuto de leitura

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou inquérito para apurar "possível ato de improbidade administrativa" do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), que foi reeleito na eleição municipal de 2020. Durante a campanha, ele foi acusado por uma ex-assessora de abuso sexual na Secetaria Municipal de Turismo. Embora a alegação de estupro tenha ficado a cargo da Polícia Civil, o MPSC instaurou em 30 de outubro uma noicia de fato sobre "violação aos princípios administrativos".

Em janeiro, o processo evoluiu para um inquérito, pela 31ª Promotoria de Justiça da capital catarinense, sob responsabilidade da promotora Juliana Padrão Serra de Araújo. Houve uma primeira tentativa de agendar o depoimento do prefeito para esta quarta-feira, dia 10, mas a oitiva foi adiada, segundo um despacho do último dia 4. Ainda não foi divulgada a nova data para Loureiro ser ouvido pelo MPSC.

Quanto à denúncia de estupro feita em outubro de 2019, a Polícia Civil concluiu não seguir em frente com a acusação, diante da falta de provas que indicassem crime. Dessa forma, segundo o Ministério Público, o inquérito policial, na área criminal, foi arquivado.

"Após investigações, o MPSC manifestou-se pelo arquivamento e o TJ arquivo", afirmou.

No entanto, o MPSC explicou que, "na área da moralidade administrativa, o procedimento, que era uma notícia de fato, evoluiu para um inquérito civil".

"Estão sendo apurados eventuais atos de improbidade administrativa que teriam sido cometidos pelo Prefeito nas dependências da prefeitura", acrescentou.

À época da investigação, Loureiro confirmou ter tido relação sexual com a ex-assessora em um caso extraconjugal, mas destacou ter sido um ato consensual. Imagens gravadas pela ex-funcionária do momento do encontro chegaram a ser vazadas na internet ainda durante o período eleitoral.