MP investiga responsabilidade da prefeitura de Capitólio em desabamento que matou 10

·1 min de leitura

SÃO PAULO — O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) instaurou um inquérito nesta terça-feira para apurar a responsabilidade da prefeitura de Capitólio no desabamento de um cânion que causou a morte de 10 pessoas no sábado. O objetivo da investigação é saber se o município falhou em suas obrigações de "identificação, mapeamento e fiscalização de áreas de risco", segundo comunicado do MP.

O desabamento de parte de um cânion atingiu quatro lanchas que estavam no lago de Furnas, em Capitólio. A última vítima foi identificada pela Polícia Civil de Minas Gerais na tarde desta segunda-feira. Além do MP-MG, Polícia Civil e Marinha estão investigando as causas e circunstâncias do acidente.

Representantes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e prefeitura têm imputado responsabilidade à Marinha do Brasil sobre o controle da exploração turística da área. A prevenção de desabamentos tem sido objeto de esquiva das autoridades.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Geraldo da Silva (PP-MG), admitiu que não era feito nenhum tipo de acompanhamento geológico no ponto turístico.

— Estamos fazendo um trabalho desde o ano passado sobre trombas d’água, para mobilizar os empresários, os turistas, para que ficassem atentos a elas. Queda de paredão nunca tivemos. É uma injustiça querer cobrar isso. Foi uma fatalidade — afirmou o prefeito.

Advogados ouvidos pelo GLOBO acreditam que a empresa Furnas, que administra a hidrelétrica e todo o entorno, também pode ser responsabilizada em conjunto com a União, ou até o estado e a prefeitura.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos