MP pede que bolsonarista que matou petista seja transferido para presídio

Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)
Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Paraná pediu à Justiça que Jorge Guaranho seja transferido para o Complexo Penitenciário Federal. A informação foi relevada pelo portal Poder360.

Bolsonarista, Jorge Guaranho é acusado de matar o petista Marcelo Arruda, tesoureiro do partido em Foz do Iguaçu, em 9 de julho.

Na última quarta-feira (10), Guaranho teve alta do hospital e o juiz Gustavo Germano Francisco Arguello concedeu prisão domiciliar ao homem, que é policial penal. O juiz argumentou que o Complexo Médico Penal do Paraná afirmou não ter estrutura necessária para prestar o atendimento necessário a Jorge Guaranho.

Dessa maneira, ficou estabelecido que o homem terá de usar tornozeleira eletrônica por 90 dias, com possível prorrogação por mais 90 dias.

No entanto, o Ministério Público argumenta que é inconcebível que o Completo Médico Penal não tenha condições de receber uma pessoa que não corre risco de vida. “Mais do que descaso, trata-se completa omissão do Poder Público”, afirma o MP.

Prisão domiciliar

A Justiça do Paraná concedeu prisão domiciliar ao policial penal Jorge José da Rocha Guaranho. Ele teve alta na tarde desta quarta-feira (10) do hospital Ministro Costa Cavalcanti, onde se recuperou dos ferimentos sofridos na noite de 9 de julho, em Foz do Iguaçu (PR), quando matou o guarda municipal petista Marcelo Arruda, que revidou aos disparos antes de morrer.

O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, converteu a prisão preventiva em prisão domiciliar. A decisão ocorreu após o Complexo médico penal de Pinhais, para onde Guaranho seria levado, afirmar que não teria condições de mantê-lo, diante da gravidade de seu quadro clínico.

Quando Guaranho deixou o hospital, amigos e familiares de Marcelo Arruda foram ao local para se manifestar e pedir justiça.