MP recomenda que investigação sobre assassinato de tesoureiro do PT corra sob sigilo

O Ministério Público do Paraná se manifestou nesta quarta-feira a favor de que a investigação do assassinato de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, corra sob sigilo. A informação é do G1. O juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, decidirá agora se o processo seguirá público ou não.

O magistrado fez a consulta ao MP após o pedido de sigilo ser protocolado por representantes de familiares de Arruda. Em seu parecer, o promotor Tiago Lisboa afirma que o sigilo não é a regra, mas é necessário na atual fase do inquérito. Diz ainda se tratar de fato grave e de grande repercussão.

"O acesso indiscriminado aos autos de terceiros, estranhos ao fato, poderá tumultuar e interferir negativamente nas investigações, sobretudo em razão da existência de diversas diligências investigatórias ainda em curso, além de outras pendentes", afirma o MP.

Arruda, de 50 anos, morreu após ser baleado durante sua festa de aniversário em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, no fim de semana. O atirador, identificado como José da Rocha Guaranho, policial federal e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), também foi ferido pelo guarda municipal durante a troca de tiros.

Em seu parecer, o promotor também pede o levantamento da ficha funcional e disciplinar de Guaranho e perícia de seu telefone celular.

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