MP-RJ denuncia e pede prisão preventiva da técnica de enfermagem que simulou aplicar vacina da Covid-19

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A técnica de enfermagem Rozemary Gomes Pita foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com pedido de prisão preventiva, na última sexta-feira, dia 19. A profissional simulou que aplicava a vacina contra a Covid-19 no idoso Helcio França dos Santos, de 90 anos, no dia 12 de fevereiro, em um drive-thru do campus da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Vídeos compartilhados pela família nas redes sociais comprovam que a técnica não pressionou o êmbolo da seringa, tendo deixado de aplicar a primeira dose do imunizante no homem. A mulher já era investigada pela Polícia Civil por aplicar "vacina de vento".

Conforme o MPRJ, a profissional de saúde ainda infringiu determinação do poder público para aplicar a vacina, porque durante exercício da função pública, apropriou-se de medicamento e material hospitalar. Nesse caso, ela ficou pegou seringa e 0,5 ml do imunizante do Coronavírus. Isso aconteceu na manhã do mesmo dia 12, no Posto de Vacinação contra o Coronavírus, localizado na Rua Alexandre Moura, no bairro de São Domingos. Na denúncia, é citado que a coordenadora de Enfermagem da Fundação Estatal de Saúde, responsável técnica pelo local, afirmou que a seringa com o imunizante não aplicado no idoso não foi encontrada.

"O MPRJ fundamenta o pedido de prisão pois, tratando-se de uma profissional de saúde, sua liberdade traz riscos para a ordem pública, sendo a custódia cautelar preventiva solicitada a medida necessária para a prevenção do crime narrado, levando-se em conta o risco de reiteração da prática criminosa; a periculosidade da agente; a gravidade do delito, em especial para a população de alto risco, neste momento da pandemia; o caráter hediondo do crime; a repercussão social do fato; e o elevado clamor social, público e popular", explicou o órgão.

Rozemary Gomes Pita foi denunciada pelos artigos 268 (Infringir determinação do poder público, destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa) e 312 (apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio), caput, na forma do art. 70, todos do Código Penal. Os crimes cometidos são dolosos, sendo o peculato, com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos.