MP vai investigar médico que disse que iria “deixar morrer” pacientes petistas

Médico fez pedido de desculpas e alegou que não se dirigia a ninguém especificamente (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
Médico fez pedido de desculpas e alegou que não se dirigia a ninguém especificamente (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

O Ministério Público do Mato Grosso do Sul vai investir um médico de Nova Andradina, cidade no interior do estado, após o profissional dizer que iria “deixar morrer” pacientes que fossem eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do jornal O Globo.

O médico é Ygor José Saraiva, diretor clínico do Hospital Regional Francisco Dantas Maniçoba. A ameaça foi feita no último domingo (30), mesmo dia do segundo turno da eleição.

Segundo O Globo, ele também será alvo de uma sindicância do Conselho Regional de Medicina.

As declarações foram feitas em um áudio do médico, que vazou nas redes sociais. “Votar em bandido tem que tomar no c*, né? Porque o Lula é bandido. Quem vota em bandido, bandido é. Quem não gostar fala comigo. Votar no Lula e chegar morrendo no hospital, vai morrer. Porque eu não vou ajudar.”

Após a divulgação do áudio, o CRM-MS declarou que recebeu a denúncia e “abrirá sindicância para apurar os fatos e tomar as devidas providências”. O caso foi levado ao MP pelo vereador Josenildo Ceará, que também pediu que o hospital se posicione. Questionada pelo jornal O Globo, a prefeitura de Nova Andradina não se manifestou.

Na segunda-feira (31), Ygor José Saraiva divulgou um texto e afirmou estar arrependido do que falou. “Comecei a brincar sobre a compra que estava fazendo, tirando uma onda em tom de brincadeira sobre promessa política de tal candidato. Com isso, acabei dizendo palavras das quais me arrependo”, escreveu.

Ele declarou que foi gravado sem autorização e disse que as palavras foram “da boca para fora, e num momento inoportuno, dentro de uma conveniência”, sem um alvo direcionado.

“Também tenho sentimentos, cometo erros como qualquer pessoa, mas tenho também o senso do dever de me retratar”, afirmou. “Desde já, mais uma vez peço desculpas a quem se sentiu ofendido.”