MP passou dados à Corregedoria da Polícia Civil sobre suposta propina paga por Rogério Andrade

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio (MPRJ),compartilhou com a Corregedoria de Polícia Civil as informações da operação que resultou na prisão do bicheiro Rogério de Andrade, na quinta-feira (04/08). A ação do MPRJ e da Polícia Federal tinha como alvo o filho do contraventor, Gustavo de Andrade, que estava foragido da Justiça, mas estava escondido numa casa no Condomínio Vale do Sossego, em Itaipava. No entanto, os investigadores encontraram no local documentos com pagamentos de propinas a três delegacias.

De acordo com a decisão do juiz da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, Bruno Rulière, alguns dos documentos apreendidos na operação eram datados de quarta-feira (03/08) e revelaram a retomada dos pagamentos de propinas à Delegacia de Acervo Cartorário (DEAC), no Centro; à Delegacia de Acervo Cartorário Especializadas; e à Delegacia de Atendimento à Mulher ( DEAM), do Centro.

Na documentação, há menção a um subordinado de Rogério de Andrade que estaria arquitetando o retorno desses pagamentos às unidades policiais. Nesta sexta-feira, o juiz Rafael de Almeida Rezende, da Central de Audiência de Custódia de Benfica, manteve a prisão preventiva de Andrade, enquanto o juiz Alex Quaresma Ravache decidiu pela manutenção da detenção de Gustavo.

Na decisão, o magistrado da 1ª Vara Criminal Especializada relata que: "A superveniência de novos elementos de prova, que dizem respeito a fatos absolutamente contemporâneos e, inclusive, alguns ocorridos após o julgamento da Reclamação pelo STF, proporciona um juízo positivo, em sede de cognição sumária, acerca da atualidade do risco a ordem pública, bem como para conveniência da instrução criminal, tudo decorrente da existência de fatos gravíssimos e surpreendentemente recentes”.

Rogério de Andrade estava ao lado do filho e não havia sido preso em razão da decisão do ministro Kassio Nunes Marques, que, no dia 1º de agosto, revogou a prisão preventiva do contraventor. Contudo, após a vistoria na casa, os investigadores apreenderam as novas provas contra Rogério, motivando novo pedido de prisão preventiva, aceito pela Justiça. Já o filho dele estava foragido desde maio deste ano, quando o Gaeco havia deflagrado a Operação Calígula.

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