MP volta a pedir prisão preventiva de pai de santo acusado de estuprar sete mulheres

Cleide Carvalho
·1 minuto de leitura
Divulgação Facebook
Divulgação Facebook

SÃO PAULO -- O Ministério Público de São Paulo voltou a pedir prisão preventiva do pai de santo Heraldo Lopes Guimarães, conhecido como Pai Guimarães de Ogum, que se tornou réu nesta quarta-feira, por estupro de quatro mulheres entre 2011 e 2016. Segundo a promotora Celeste Leite dos Santos, a permanência dele em liberdade causa risco à sociedade, uma vez que os abusos foram continuados. O religioso nega as acusações.

Guimarães é acusado de estupro por sete mulheres, mas os processos foram desmembrados e serão julgados separadamente. A juíza Manoela Assef Silva aceitou quatro denúncias e encaminhou outras duas a uma outra vara, uma vez que a 16ª Vara Criminal só atua em caso de abusos contra vulneráveis. Uma das denúncias foi rejeitada e o Ministério Público recorreu.

O primeiro pedido de prisão preventiva de Guimarães foi recusado pela Justiça, que considerou que ele tem residência fixa e pode responder em liberdade, além de estar com a saúde debilitada.

Guimarães é um dos líderes da umbanda mais conhecidos no país e comanda o Templo de Umbanda Estrela Guia, no bairro do Ipiranga. Preside ainda a Associação Brasileira dos Religiosos de Umbanda, Candomblé e Jurema.

Uma das vítimas afirma que começou a frequentar o terreiro com oito anos de idade, junto com a mãe, e que aos 12 anos foi autorizada a participar dos rituais religiosos. Os abusos, segundo ela, eram praticados quando o pai de santo dizia estar incorporado por entidades espirituais. As relações sexuais eram praticadas, segundo a jovem, a "mando do santo".

Em sua defesa, o pai de santo acusa a ex-mulher, incluída como uma das vítimas, de ter feito um complô para apresentar as denúncias contra ele. Para a promotoria, ele busca culpar as vítimas.