MPB em doses íntimas e pessoais: artistas se revelam em novos trabalhos

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RIO — Uma “Prece” gravada pelo Padre Fabio de Melo era como a certeza de que a cantora e compositora Lilian estava no caminho certo. A canção da catarinense radicada no Rio e que participou da quinta edição do “The voice Brasil” já foi reproduzida quase 500 mil vezes nas redes sociais. Quatro anos depois, Lilian acaba de lançar nas plataformas digitais o EP “Afeto”, segunda parte do seu terceiro álbum, “Ao pé do ouvido”, que deverá ser lançado em setembro, com clipes de todas as músicas.

— Sempre penso que quando falamos ao pé do ouvido é para sermos assertivos. Quero que minhas músicas cheguem direto no coração, para afagar as pessoas neste momento difícil — afirma Lilian, moradora de Copacabana que acumula mais de cinco milhões de visualizações de seus vídeos e mais de 600 mil reproduções de suas músicas.

“Afeto” é composto por três canções: “Laralulorê”, homenagem às suas três sobrinhas (Lara, Luiza e Lorena); “Sassá”, uma declaração de amor para a sua melhor amiga; e uma regravação de “Certos amigos”, de seu conterrâneo Daniel Lucena.

O trabalho que a cantora e compositora carioca ALulu apresentará em uma live amanhã, às 18h30m, em seu canal no YouTube, também é pura sensibilidade. Trata-se do primeiro show da artista de 21 anos, elogiada por nomes como Caetano Veloso, Toni Garrido e Céu, que vai mostrar as sete músicas de seu “Albinho” autoral, lançado em abril. A performance será nos cômodos da casa dela, no Jardim Botânico, devidamente fantasiados, claro: coloridos, como o fantástico mundo de ALulu.

— No meio da pandemia, sozinha em casa, comecei a produzir minhas músicas, meus clipes, e divulgar nas redes. Foi muito doido fazer todas as etapas do processo e ver que os amigos foram começando a gostar. A música foi o que me salvou na pandemia, foi muito importante para me manter sã — conta a artista, que estuda Dança na UFRJ e começou a compor aos 10 anos, na escola.

A cantora e compositora Roberta Spindel também acaba de lançar um trabalho autoral: o single “Alma água”, em parceria com Daniel Lopes, cujas músicas já foram gravadas por nomes como Tiago Iorc, Sandy e Milton Nascimento. Segundo ela, “Alma água” fala sobre o caminho, sobre desprender-se do apego, de confiança e do lançar-se ao desconhecido.

— É uma música muito importante para mim, pois retrata um momento de virada de consciência na minha trajetória. Quando percebi que enquanto caminhamos, a história nos escreve — diz a moradora do Humaitá.

E o novo disco do cantor e compositor João Fênix, “Gotas de sangue”, que será lançado nas plataformas digitais na sexta-feira pela gravadora Biscoito Fino, traz muito de sua natureza melancólica, ele conta: versões de músicas de Vinicius, Tom, Roberto Carlos e Angela Ro Ro que falam sobre sentimentos como fragilidade, perda, desencontros e solidão. As dez canções do sétimo álbum do artista pernambucano foram tocadas pelo pianista Luiz Otávio.

— Não planejava um disco de voz e piano, mas as condições para encontros presenciais eram inviáveis — diz ele, que mora em Ipanema.

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