MPF abre três inquéritos civis para apurar suspeitas de irregularidades na gestão ambiental do governo Bolsonaro

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BRASÍLIA - O Ministério Público Federal abriu três inquéritos civis para apurar suspeitas de irregularidades na área ambiental do governo Bolsonaro, envolvendo a nomeação de militares para cargos de comando do Ibama, a liberação de agrotóxicos pela Anvisa e a divulgação de dados "supostamente divergentes" sobre queimadas no Brasil pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Os três casos vão tramitar na Procuradoria da República do Distrito Federal sob a responsabilidade do procurador Felipe Fritz Braga. As portarias de abertura dos inquéritos foram publicadas ontem e anteontem no Diário Oficial do Ministério Público Federal.

No primeiro caso, o objeto do inquérito é "apurar e tomar providências sobre notícia de militarização de cargos de chefia no âmbito do Ibama e mudanças de regramento em prejuízo à sua função institucional". Esses fatos também já são investigados pela Polícia Federal, em inquéritos que miraram o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e acabaram resultando em pressão para que ele pedisse demissão do cargo.

Um segundo inquérito tem o objetivo de "apurar e tomar providências quanto ao aumento do número de agrotóxicos liberados nos anos de 2019 e 2020 e as implicações na saúde, na segurança alimentar e no meio ambiente". Dados indicam que a atual gestão bateu recordes na liberação de agrotóxicos, em comparação com os governos anteriores.

A terceira investigação mira a Secom e busca "apurar e tomar providências quanto à divulgação de dados supostamente divergentes relacionados às queimadas no Brasil nos últimos 10 anos". Em setembro do ano passado, a Secom fez uma publicação em rede social comparando períodos diferentes de tempo para dizer que o governo teve redução no número de queimadas em 2020. A postagem comparava dados anuais de 2003 a 2019 com dados de oito meses de 2020.

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