MPF aciona Justiça contra Ana Paula Valadão por dizer que homossexualidade “causa” Aids

Redação Notícias
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MPF moveu ação contra Ana Paula Valadão - Foto: Reprodução/Instagram
MPF moveu ação contra Ana Paula Valadão - Foto: Reprodução/Instagram
  • MPF moveu ação contra a cantora gospel e pastora por declarações dadas em 2016

  • Na ocasião, Ana Paula Valadão sugeriu que os homossexuais "causa" a Aids

  • Ministério já vinha investigando a artista desde o fim do ano passado

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação federal contra a pastora e cantora gospel Ana Paula Valadão por declarações homofóbicas feitas em 2016, quando tratou a homossexualidade como “causa” da Aids.

Durante o evento Congresso Diante do Trono, realizado naquele ano, ela afirmou que “Deus criou o homem e a mulher” e que as demais expressões de sexualidade seriam “opções”.

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“A Bíblia chama qualquer escolha contrária à que Deus determinou como ideal, como ele nos criou para ser, de pecado. E o pecado tem uma consequência, que é a morte”, disse. “A Aids está aí para mostrar que a união sexual entre dois homens causa uma enfermidade que leva à morte, contamina as mulheres e não é o ideal de Deus.”

Por conta desta fala, o MPF já vinha investigando a pastora desde 2020. Agora, pede uma indenização de R$ 200 mil por danos morais coletivos e considera que Ana Paula proferiu “discurso de ódio contra homossexuais e pessoas que convivem com o vírus HIV”.

Ana Paula faz sucesso na música gospel - Foto: Reprodução/Instagram
Ana Paula faz sucesso na música gospel - Foto: Reprodução/Instagram

"Responsabilizar 'os homens que fazem sexo com homens' pelo surgimento e propagação da Aids reforça o tom hostil e preconceituoso da fala, desrespeitando direitos fundamentais decorrentes da dignidade da pessoa humana dessa coletividade. A soma de todos esses elementos evidencia a inegável ocorrência de discurso de ódio", fiz trecho da ação.

Ação contra emissora

O Ministério também pediu que a Rede Super de Televisão, que transmitiu o Congresso, pague R$ 2 milhões, além de "arcar com os custos econômicos da produção e divulgação de contranarrativas ao discurso do ódio praticado, em vídeo e sítio eletrônico, com a efetiva participação de entidades representativas de pessoas LGBTQIA+ bem como de pessoas que convivem com o HIV".