MPF: Ameaça enviada ao juiz Marcelo Bretas partiu de celular de advogado

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BRASÍLIA — O Ministério Público Federal (MPF) afirma que as ameaças destinadas ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, partiram do celular do advogado Nythalmar Dias Ferreira. Com base nessa prova, o MPF solicitou à Justiça Federal a prisão preventiva do advogado em janeiro deste ano. O pedido, porém, foi recusado, porque a investigação envolvendo o criminalista fora suspensa um mês antes por uma decisão liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nythalmar nega as acusações.

O GLOBO teve acesso a detalhes da investigação contra o advogado, que foi aberta pelo MPF do Rio após uma representação feita por procuradores da força-tarefa da Lava-Jato. O inquérito apurava suspeitas de que o advogado dizia a clientes ter influência junto a Bretas, responsável pelos processos da operação em primeira instância.

De acordo com o inquérito, houve supostas tentativas de Nythalmar de obstruir a investigação em curso contra ele. Dentre elas, segundo o MPF, seriam duas mensagens enviadas ao diretor da 7ª Vara, Fernando Pombal, com ameaças dirigidas a Bretas. Os recados foram enviados em novembro do ano passado por números de telefone desconhecidos.

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