MPF denuncia 19 integrantes de organização criminosa por tráfico internacional de drogas

Dezenove acusados de tráfico internacional de drogas foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF). A ação penal é resultado de mais de dois anos de investigação, usando infiltração policial, ações controladas e interceptações telefônicas.

As investigações começaram após a Delegacia de Repressão a Drogas da PF receber a notícia de que traficantes pretendiam utilizar o Porto do Rio para o transporte de grandes quantidades de cocaína para a Europa. Os criminosos decidiram usar o porto carioca devido a uma maior fiscalização no Porto de Santos, em São Paulo — que, até então, era o principal ponto de atuação da organização criminosa.

Os traficantes estavam recrutando funcionários do Porto do Rio e aliciando despachantes que tivessem “contatos” para a retirada de contêineres de área primária, com o objetivo de esconder a droga nos contêineres fora das dependências portuárias.

O entorpecente seria colocado dentro dos contêineres por meio de um esquema conhecido como “rip on, rip of”, a qual consiste na utilização de contêineres de empresas idôneas, prontos para o embarque em navios de carga.

O saldo da denominada Operação Brutium foi a apreensão de 1.757,40 quilos de cocaína e revelou a complexidade da organização criminosa especializada no tráfico internacional de entorpecentes para a Europa.

A denúncia foi oferecida pelo procurador da República Paulo Henrique Ferreira Brito, após investigação conjunta do MPF com a Polícia Federal, em parceria com as polícias de outros países — entre elas, a DEA-EUA (Drug Enforcement Administration), que efetuaram a apreensão de drogas na Europa. Os denunciados pela prática dos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de drogas poderão ser condenados de nove a 40 anos de prisão, além do pagamento de multa.

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