MPF investiga soltura de traficante internacional de armas com alvará falso

Extra
·2 minuto de leitura

O Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público Federal (MPF) instaurou nessa quinta-feira, dia 11, procedimento para investigar a fuga de João Filipe Barbieri da penitenciária de Bangu, em 18 de novembro de 2020, por meio de alvará supostamente falso. Barbieri é enteado de Frederick Barbieri, conhecido como o "Senhor das Armas" e que está preso nos Estados Unidos.

Segundo o MPF, foram expedidos ofícios, em caráter de urgência, à Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, requisitando todas as informações pertinentes ao caso, inclusive cópia do suposto falso alvará de soltura de João Filipe.

Além disso, foi expedido ofício ao desembargador relator do processo na Justiça Federal, Marcelo Granado, dando ciência da instauração do procedimento do MPF.

Condenado a 27 anos de prisão por associação para o tráfico e tráfico internacional de armas, João Filipe Barbieri fugiu da penitenciária de Bangu em 18 de novembro de 2020.

João Filipe é apontado como um dos maiores traficantes de armas do mundo e era um dos principais integrantes da quadrilha do padrasto. O bando foi responsável, segundo investigações da Polícia Federal, por enviar milhares de fuzis para o Brasil. As armas eram escondidas em aquecedores de piscina. João estava preso desde 2017 e saiu da cadeia em 18 de novembro de 2020, segundo a Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com o "RJ2", da TV Globo, a denúncia sobre a saída de João Filipe da penitenciária chegou ao desembargador Marcelo Granado, relator do caso na Justiça Federal. O magistrado, então, pediu explicações para a Seap sobre a situação dele e de outro preso, João Victor Roza, que também responde por tráfico internacional de armas. Na semana passada, a secretaria confirmou que os dois detentos deixaram a prisão.

A Seap enviou para a Justiça Federal, na última segunda-feira, um ofício confirmando que João Filipe e João Victor estão em liberdade — este último desde 14 de outubro de 2020. Os alvarás de soltura, porém, não foram anexados ao documento. A pasta informou apenas que os alvarás foram concedidos pela 8ª Vara Federal Criminal.