MPF pede condenação de Weintraub por declarações “incorretas ou distorcidas” sobre universidades públicas

Redação Notícias
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Ex-ministro da Educação Abraham Weintraub
Abraham Weintraub deixou o cargo de ministro da Educação no ano passado após várias polêmicas (Photo by Andre Borges/NurPhoto via Getty Images)
  • MPF pede condenação de Abraham Weintraub por improbidade administrativa devido aos ataques às universidades públicas

  • Procuradoria alega que declarações do ex-ministro da Educação foram "dolosamente incorretas ou distorcidas"

  • "Nítida violação dos princípios da moralidade e da lealdade às instituições", diz documento do MP

O Ministério Público Federal entrou com ação de improbidade administrativa contra o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub devido aos “ataques” as universidades públicas brasileiras com declarações “dolosamente incorretas ou distorcidas que tiveram o claro propósito de desacreditar o serviço prestado pelas instituições de ensino”.

“O aporte de recursos, investimentos em pesquisas, oferta de bolsas a acadêmicos, por parte de organismos internacionais ou instituições congêneres estrangeiras, depende sobretudo da boa imagem das instituições de ensino, notadamente as de graduação, o que deve ser objeto de defesa pelo Ministério da Educação. No entanto, quando um Ministro de Estado ataca deliberadamente as instituições públicas que ele deveria representar, depreende-se de sua conduta claro dano à imagem e à dignidade das comunidades que as compõem e, portanto, nítida violação dos princípios da moralidade e da lealdade às instituições, aos quais se sujeita o agente público”, declarou a Procuradoria na ação enviada à 3ª Vara de Justiça federal do Distrito Federal.

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"Plantações extensivas de maconha"

O ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, afirmou em entrevista ao site Jornal da Cidade Online que há universidades federais no Brasil com “plantações extensivas de maconha”. Ele não citou os nomes das unidades de ensino que supostamente participam da fabricação da droga, e nem apresentou provas para a acusação.

O presidente Jair Bolsonaro demitiu o então ministro da Educação, em junho do ano passado, após diversas polêmicas envolvendo o ministro

Após a saída do governo, ele foi indicado para um cargo de diretor no Banco Mundial, com sede em Washington, nos Estados Unidos.