MPF recomenda fechamento total do acesso a cânions no Lago de Furnas

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SÃO PAULO -- O Ministério Público Federal recomentou que asprefeituras de São João Batista do Glória e São José da Barra interditemtemporariamente o acesso de pessoas e embarcações ao Lago de Furnas em áreasque também possuem cânions com as características do local onde ocorreu a quedade um bloco da rocha no último sábado, causando a morte de 10 pessoas.

A interdição dos cânions de Furnas e Cascata D'Água, além daárea de observação conhecida como "Mirante dos Canyons", já foi feitaem Capitólio (MG). O acidente ocorreu no Cânion de Furnas. Segundo o MinistérioPúblico Federal, as interdições devem ser mantidas até que seja feitomapeamento geológico da região, para verificar se há outros pontos de risco dedeslizamento ou desprendimento de rochas. O MPF oficiou quarta-feira a empresaFurnas Centrais Elétricas, requisitando que apresente o mapa geológico da áreae os últimos relatórios de monitoramento, se houver.

Em ofício encaminhado à Marinha, a procuradora Flávia TavaresTorres pede que seja informado no prazo de cinco dias se as embarcaçõesenvolvidas no acidente do último sábado estavam devidamente registradas, se possuíamo seguro obrigatório de danos pessoais em dia e a identificação dosproprietários. Além disso, se há obrigatoriedade de indicação prévia de roteiroe a quem é informado.

Outra informação requisitada é se as embarcações autorizadasa operar são obrigadas a ter itens de segurança sonoro (apito, buzina, sino ousirene), rádio VHF e materiais e medicamentos de primeiros socorros.

Vídeo gravado por outros barcos no momento do acidentemostra que pessoas ficaram gritando para que as embarcações se afastassem dolocal quando pedras começaram a cair, antes do desprendimento total do bloco.Não há no vídeo qualquer sinal de uso de sinal sonoro de alerta.

A procuradora pede ainda detalhes sobre como é feito ocontrole dos passageiros das embarcações de turismo, se há obrigatoriedade deregistro de lista de passageiros, com indicação de identidade, idade, origem econtato de emergência a cada viagem e quem faz este controle.

O MPF recomendou ainda que seja proibida navegação deturismo em qualquer área da região sempre que a defesa Civil emitir alerta detempestades, chuvas intensas e riscos de cabeça ou tromba d'água.

O MPF afirma que essa proibição também valerá até que osplanos de ordenamento náutico dos municípios sejam revistos, num trabalho quedeve ser feito em conjunto pelos municípios, Marinha, Defesa Civil, Corpo deBombeiros, Furnas Centrais Elétricas e representantes das associações deturismo náutico, com a participação de especialista. O trabalho seráacompanhado pelo Ministério Público Federal.

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