MPF volta a denunciar presidente afastado da Ancine, Christian de Castro

Christian de Castro foi afastado da presidência da Ancine

RIO — Diretor-presidente afastado da Agência Nacional de Cinema (Ancine), Christian de Castro foi denunciado pela terceira vez pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira. Agora, ele responde pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato, em concurso material, além de advocacia administrativa, e segue afastado do cargo público por decisão do juízo da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

De acordo com a denúncia, entre outubro de 2017 e agosto de 2019, Christian "preencheu e assinou declaração ideologicamente falsa na sua Declaração Confidencial de Informações (DCI), determinando seu envio à Agência e à Comissão de Ética Pública da Presidência da República, afirmando ter saído da sociedade e da gerência das empresas e Zooks Consultoria e Comunicação LTDA e T6 Participações e Investimentos LTDA, omitindo ainda dolosamente sua participação ativa na gestão da sociedade BSB Cinema Produções, junto com seu irmão, Erik de Castro".

Durante o período, Christian exercia primeiramente o cargo de diretor e, posteriormente, de diretor-presidente da Ancine, o que configura a obtenção de vantagem ilícita, "consistente em receber dividendos e lucros, como empresário, e vencimentos, como agente público, por atividades incompatíveis".

Segunda denúncia na semana

Ainda nesta semana, segunda-feira, Christian de Castro foi denunciado por outra série de crimes pelo MPF: segundo a entidade, ele juntou documentos falsos, prestou declarações falsas e omitiu ser proprietário de uma empresa nas Ilhas Virgens Britânicas.

Na ocasião, seu advogado, Tiago Lins e Silva, mandou a seguinte nota ao GLOBO: "A defesa de Christian de Castro Oliveira informa que todos os fatos serão esclarecidos perante a Justiça, não procedendo a acusação formulada pelo MPF".

Christian de Castro está afastado da presidência da Ancine desde agosto, quando outra denúncia apresentada pelo Ministério Público, e aceita em setembro pela juíza Adriana Cruz, abria processo contra ele por associação criminosa.