MST e PSB ensaiam reaproximação após anos de afastamento

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 01.09.2017 - João Pedro Stédile, dirigente e fundador do MST. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 01.09.2017 - João Pedro Stédile, dirigente e fundador do MST. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Afastados nos últimos anos, PSB e o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) começaram a fazer movimentos de reaproximação.

Nesta quinta-feira (4), João Pedro Stédile, dirigente e fundador do MST, participará de live do PSB com a presença de Carlos Siqueira, presidente da sigla, e Domingos Leonelli, do comitê de autorreforma do PSB.

A autorreforma é um movimento que a cúpula do partido tem promovido nos últimos anos em direção a suas raízes políticas de esquerda.

A filiação de Flávio Dino (MA) e Marcelo Freixo (RJ) ao PSB, por exemplo, faz parte desse projeto, que tende a se afastar de parlamentares alinhados ao governo federal e se aproximar de figuras representativas da oposição.

A chegada do governador do Maranhão e do líder da minoria da Câmara também facilitaram a reaproximação. Em outubro, Freixo participou de encontro com Siqueira e membros da direção nacional do MST.

A relação entre MST e PSB estremeceu em 2014, quando a legenda apoiou Aécio Neves (PSDB) contra Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.

O distanciamento se tornou maior em 2016, quando o PSB apoiou o impeachment da petista.

O PSB tem ligações históricas com movimentos em defesa da reforma agrária. O principal líder das Ligas Camponesas, iniciadas na década de 1950 e que anos depois inspirariam o MST, foi Francisco Julião, advogado e deputado filiado ao PSB.

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