MTST realiza ato em SP contra cortes no Minha Casa Minha Vida

JÚLIA ZAREMBA
SÃO PAULO, SP, 17.09.2019 – PROTESTO-MTST: Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) realizam ato contra os cortes no programa Minha Casa Minha Vida, no prédio da Superintendência do Ministério da Economia, em São Paulo, nesta terça-feira (17). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) realizou um ato nesta terça-feira (17) no prédio do Ministério da Economia, em São Paulo, contra os cortes de verbas no programa Minha Casa Minha Vida.

"Hoje o MTST está nas ruas para dar um alerta: o ajuste fiscal promovido por Paulo Guedes e Bolsonaro vai levar a uma emergência social e transformar as cidades brasileiras em barris de pólvora", escreveu o movimento em nota. 

Em projeto de Orçamento, o governo Jair Bolsonaro (PSL) propôs uma redução na verba destinada aos programas sociais. O Minha Casa Minha Vida sofreu o corte mais severo. A previsão para o programa habitacional caiu de R$ 4,6 bilhões, em 2019, para R$ 2,7 bilhões na projeção do próximo ano. O menor orçamento desde que foi lançado, há dez anos. 

No início do mês, em meio a atrasos em repasses, o governo liberou R$ 600 milhões para destravar obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento). Destes, R$ 443 milhões foram destinados ao programa. 

Na ocasião, a Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) afirmou que as dívidas superavam os R$ 500 milhões. "O valor liberado é insuficiente para a retomada de obras paradas e contratação de novas", diz Natalia Szermeta, 31, da coordenação nacional do MTST em São Paulo. "Além da liberação, queremos um aumento nos recursos destinados à moradia. Vivemos uma crise brutal. É fundamental que o governo tenha um projeto de investimentos em moradia popular. Mas anda na contramão."

O grupo começou a se reunir por volta das 14h no Largo de São Bento, no centro da capital paulista, e seguiu até a superintendência do antigo Ministério da Fazenda, a cerca de 1 km de distância. Os manifestantes gritavam palavras de ordem contra Bolsonaro e a favor de moradias populares. Enquanto uma parte do grupo entrou, outra ficou na porta. Os organizadores estimam a presença de 3.000 pessoas.