Múcio diz não ver envolvimento 'direto' das Forças Armadas em atos golpistas

Ministro da Defesa se reuniu hoje com o presidente Lula e os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica

José Múcio Monteiro, ministro da Defesa (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
José Múcio Monteiro, ministro da Defesa (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou nesta sexta-feira (20) que, para ele, não houve envolvimento "direto" das Forças Armadas nos atos golpistas que aconteceram no dia 8 de janeiro em Brasília.

Segundo registro do portal g1, ele falou que haverá punições a militares que tenham participado dos protestos antidemocráticos na capital federal.

"Eu entendo que não houve envolvimento direto das Forças Armadas. Agora, se algum elemento individualmente teve sua participação, ele vai responder como cidadão", disse ele.

A declaração de Múcio ocorreu depois que ele participou de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os chefes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, no Palácio do Planalto.

Também marcaram presença no encontro o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes, e outros cinco empresários.

Em entrevista à GloboNews durante a semana, Lula já havia defendido punições a militares que participaram dos atos de bolsonaristas radicais. Sobre essa fala do presidente, Múcio disse:

"Os militares estão cientes e concordam que nós vamos tomar as providências. Evidentemente que, no calor da emoção, nós precisamos ter cuidado para que essas acusações sejam justas, para que as penas sejam justas. Mas tudo será providenciado em seu tempo.”

‘Não vão mais acontecer’

Para o ministro da Defesa, ataques como os do dia 8 de janeiro não vão mais acontecer. Isso porque, de acordo com ele, “as Forças Armadas vão se antecipar”.

O que foi dito na reunião

Múcio afirmou que os atos golpistas não foram discutidos no encontro de hoje com Lula e os comandantes. Ainda segundo o portal g1, ele declarou que o tema está sendo analisado pela justiça.

"Se os senhores me perguntarem, como me perguntou, se nós tratamos sobre o dia 8 [de janeiro], nós não tratamos. Isso está com a Justiça. Nós tratamos da capacidade de geração de emprego que o Brasil tem na indústria de defesa. E teve a presença do presidente da Fiesp, Josué, e de outros cinco empresários todos propondo soluções para que nós coloquemos recursos na indústria de defesa brasileira", afirmou.