Mudança na regra dos pênaltis ajudou goleiros, diz estudo da USP

Goleiros teriam se beneficiado com nova regra para as cobranças de pênaltis.
Goleiros teriam se beneficiado com nova regra para as cobranças de pênaltis. Foto: (Buda Mendes/Getty Images)

Um estudo da USP (Universidade de São Paulo) indicou que os goleiros foram beneficiados com as mudanças na regra para sua posição durante as cobranças de pênaltis estipuladas pela International Football Association Board (IFAB) no dia 11 de março de 2019 e colocadas em prática, de fato, no dia 1º de junho do mesmo ano.

Antes da mudança, era obrigação dos goleiros manter os seus dois pés na linha do gol até o momento em que a bola fosse tocada por um adversário. Acontece, porém, que a mudança, que facilita de acordo com o estudo da USP, agora permite que apenas um dos pés dos defensores das metas fiquem na linha e o outro esteja colocado à frente, possibilitando uma melhor impulsão e colocação frente ao cobrador.

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A pesquisa de iniciação científica da universidade, que terminou se tornando o trabalho de conclusão do curso de graduação em educação física para o estudante Rafael Monteiro, teve seus dados coletados a partir do Laboratório de Biomecânica e Controle Motor (LaBioCoM) da Escola de Educação Física e Esporte da USP.

As mudanças, em números, analisadas pelo estudo de Rafael mostram os seguintes números:

Deslocamento:

  • Regra antiga: média de 1,44 metros

  • Regra nova: média de 1,68 metros

Velocidade média:

  • Regra antiga: média de 2,84 metros por segundo

  • Regra nova: média de 3,18 metros por segundo

Velocidade máxima:

  • Regra antiga: média de 3,64 metros por segundo

  • Regra nova: média de 3,95 metros por segundo

De acordo com o estudante, o deslocamento do centro de massa dos goleiros mudou e, dessa forma, podem adaptar melhor o impulso com suas pernas dominantes ou não: "O que a gente analisou no desempenho deles? O deslocamento do centro de massa do goleiro. Então, é uma variável cinemática. A gente colocou marcadores reflexivos nos corpos deles, a gente reconstruiu o ambiente e analisou algumas variáveis, como o deslocamento do centro de massa e a velocidade do centro de massa. O centro de massa seria como se fosse reduzir o goleiro a um ponto só. E aí você faz as contas em cima daquele ponto. Isso acontece porque quando o goleiro salta em uma direção, a principal perna responsável por gerar o deslocamento e a velocidade é a perna oposta ao lado do salto. Ao contrário do que muita gente achava, que era a perna dominante. Tipo, você vai pular melhor para a direita porque você é destro. Os dados que a gente colocou demonstraram o contrário. Eles pularam melhor para o lado oposto ao da perna dominante".

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