Mudanças climáticas causaram US$ 65 bilhões em perdas no primeiro semestre

Secas, enchentes e incêndios florestais são um dos principais desastres causados pelas mudanças climáticas
Secas, enchentes e incêndios florestais são um dos principais desastres causados pelas mudanças climáticas
  • Dados são da empresa de seguro alemã Munich Re;

  • Desastres podem parecer isolados, "mas juntos, uma coisa está se tornando extremamente clara", disse executivo;

  • Secas, enchentes e incêndios florestais são um dos principais desastres causados pelas mudanças climáticas.

Um estudo realizado pela Munich Re, uma das maiores de seguro do mundo, calculou que eventos climáticos extremos associados ao aquecimento global e as mudanças climáticas feitas pela humanidade causaram um prejuízo de US$ 65 bilhões só neste primeiro semestre de 2022.

Só os Estados Unidos foram responsáveis por quase metade das perdas totais no período, e quase dois terços das perdas que estavam seguradas, cujo total é de US$ 34 bilhões.

“Podem ser eventos individuais com causas diferentes, mas juntos, uma coisa está se tornando extremamente clara – a poderosa influência das mudanças climáticas está se tornando cada vez mais evidente”, explicou Ernst Rauch, cientista-chefe de clima da Munich Re.

Estes cálculos ainda não incluem os danos causados pelas ondas de calor que estão atingindo o hemisfério norte, em especial a Europa, que podem provocar seca e incêndio florestais na Itália, França, Espanha e Portugal. Além disso, os picos de calor no continente aconteceram em julho, e só serão medidos a partir do relatório do segundo semestre.

De acordo com a empresa, é difícil estimar o impacto econômico desses eventos climáticos extraordinários, que vão desde perda de safras agrícolas, a escassez de água para a indústria e a dificuldades de produção de energia, entre outros.

O desastre ambiental mais caro do período foram as chuvas na Austrália, que causaram perdas seguradas de US$ 3,7 bilhões até então. Segundo a Munich Re, em Sidney, uma das principais cidades do país, choveu em quatro dias o esperado para oito meses, e os níveis de água de alguns rios ficaram em seus níveis mais cheios dos últimos 100 anos.

Por outro lado, os danos totais do primeiro semestre ficaram abaixo daqueles divulgados para o mesmo período do ano passado, que registrou uma perda econômica de US$ 105 bilhões.

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