Mudanças climáticas devem colocar 135 milhões na pobreza, afirmam cientistas

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Climate Activists protest for the World March for Climate Justice in the streets, on November 7, 2021, in Lisbon, Portugal.
Portugal joined the World March for Climate Justice today, organized by the Save the Climate platform.
There are more than 25 organizations promoting the march and despite being taking place in Glasgow, Scotland, the United Nations Conference on Climate Change (COP26). (Photo by Nuno Cruz/NurPhoto via Getty Images)
Marcha para o Clima em Lisboa, no dia 7 de novembro. A marcha buscou impactar nas negociações da COP26. Foto: Nuno Cruz/NurPhoto via Getty Images.
  • Relatório é do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)

  • 80 milhões de pessoas devem entrar para o mapa da fome

  • Cientistas esperam que COP26 traga acordos para conter cenário

A publicação do próximo informe do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) deverá trazer perspectivas preocupantes para os próximos anos. Segundo os cientistas, o planeta caminha para um impacto “irreversível” para a humanidade e para natureza se as temperaturas globais continuarem a subir.

O documento, que deve ser publicado em fevereiro de 2022, afirma que o mundo sofrerá grandes mudanças nos próximos 30 anos. Em meio às negociações da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 26, espera-se que os governos cheguem a um acordo para sanar esses problemas.

De acordo com o texto, obtido pelo portal UOL, se o aquecimento global for de apenas 1,5º, ainda haverão impactos sérios, como os bolsões de pobreza. Além disso, a estimativa é que o número de pessoas vivendo em extrema pobreza aumentará em mais de 132 milhões, e se somar aos atuais 700 milhões de habitantes no planeta que já sobrevivem nessa situação.

Uma consequência desse cenário é o aumento de deslocamentos populacionais e migrações de vítimas das mudanças climáticas.

"Mesmo com as mudanças climáticas atuais e moderadas, as pessoas vulneráveis experimentarão uma maior erosão da segurança de meios de subsistência que podem interagir com crises humanitárias, tais como deslocamento e migração forçada e conflitos violentos, e levar a pontos de ruptura social", diz. "O deslocamento pode reconfigurar dramaticamente as comunidades com implicações para a coesão social e os sistemas de conhecimento", afirma o texto.

A fome também ganhou destaque no documento. Segundo O IPCC, a produtividade agrícola deve cair ainda mais. Nos últimos 30 anos, já houve uma queda de 4% a 10% na produtividade no campo no mundo, que já afetou aproximadamente 166 milhões de pessoas, principalmente na África e na América Central, causando dependência da assistência humanitária devido a emergências alimentares relacionadas ao clima entre 2015-2019.

Agora, cientistas preveem que mais 80 milhões de pessoas passaram fome até 2050. "As mudanças climáticas estão mudando as regiões agrícolas, contraindo seus limites e contribuindo para perdas de culturas e gado em larga escala e qualidade reduzida", alertam.

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