Muita arte nas paredes, pouca gente no salão: museus e centros culturais para curtir sem aglomerar

O Globo
·3 minuto de leitura

Centro Cultural Banco do Brasil

Sabe aquelas filas homéricas comuns em grandes exposições do CCBB? Esqueça. Se antes da pandemia a média diária de público no espaço era de cinco mil pessoas, agora gira em trono de apenas 350. E sempre com hora marcada. Ou seja, sem risco de aglomeração. Ótima oportunidade para conferir “Alphonse Mucha: o legado da art nouveau”, com mais de cem obras do artista tcheco que definiu um estilo próprio. Em cartaz até 28 de fevereiro, a maior retrospectiva do artista no país reúne desde imagens publicitárias feitas por Mucha a cartazes em que retratou a atriz francesa Sarah Bernhardt — que o alçaram à fama.

Serviço: Rua Primeiro de Março 66, Centro — 3808-2020. Qua a seg, das 9h às 17h. Grátis. Agendamento pelo site www.eventim.com.br.

Casa Roberto Marinho

Com 180 visitantes por dia em média, o centro cultural de ar bucólico no Cosme Velho inspira um bom momento de sossego neste começo de ano, seja no amplo jardim projetado por Roberto Burle Marx, com o simpático café localizado na área externa, seja nos salões que abrigam duas mostras. No primeiro pavimento da casa, “Enquanto” reúne obras de Carlos Vergara, Luiz Aquila e Roberto Magalhães feitas durante o período de isolamento. “Livros de arte”, por sua vez, apresenta trabalhos de Leo Battistelli, Paulo Climachauska, Luiz Zerbini e Wanda Pimentel, entre outros artistas, com curadoria de Leonel Kaz. As exposições ficam em cartaz até o fim do mês.

Serviço: Rua Cosme Velho 1.105, Cosme Velho — 3298-9449. Ter a dom, do meio-dia às 18h. Grátis (qua) e R$ 10. Agendameto no site casarobertomarinho.org.br

Crab

O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (Crab) prorrogou a exposição “Gente peixe” até 31 de março. A mostra conta histórias lendárias do Alto Rio Negro, na Amazônia. Com objetos, artesanato e cerâmicas, a exposição homenageia a arte popular e inclui vídeos com relatos sobre mitologias, rituais e outras experiências indígenas da região.

Serviço: Praça Tiradentes 67, Centro — 3380-1850. Ter a sáb, das 10h às 16h. Grátis. Agendamento no site www.sympla.com.br.

Museu de Arte Moderna

Com amplos salões e fluxo de visitação moderada, o MAM tem duas exposições recém-inauguradas. Com curadoria de Adriano Pedrosa e Thomás Toledo, “A dança na minha experiência” reúne 100 obras de Hélio Oiticica (1937-1980), todas relacionadas ao ritmo e à dança, com destaque para os famosos parangolés, que aparecem na mostra como capas, faixas e tecidos coloridos que mostram a proximidade do artista com a Estação Primeira de Mangueira. Exposição com obras de acervo da casa, “Realce” apresenta 50 trabalhos, entre pinturas, esculturas, gravuras, instalações e objetos de diversos artistas, entre eles Djanira, Anna Bella Geiger, Adriana Varejão e Lygia Clark. E ainda dá tempo de conferir, até 31 de janeiro, “35 revoluções”, retrospectiva dos irmãos Campana com diferentes trabalhos que marcaram os 35 anos de carreira da dupla de designers. O MAM também está com uma programação de verão com oficinas, performances e visitas mediadas, entre outras atividades. Programação completa no site mam.rio.

Serviço: Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro do Flamengo — 3883-5600. Qui e sex, das 13h às 18h. Sáb e dom, das 10h às 18h. Grátis (contribuição voluntária). Agendamento no site mam.rio.