Macron chega aos EUA para iniciar visita de Estado e encontros com Trump

Washington, 23 abr (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, aterrissou nesta segunda-feira nos Estados Unidos para iniciar uma visita de Estado na qual terá dois dias de contatos com seu homólogo americano, Donald Trump, e fará um discurso perante o Congresso.

Macron é o primeiro presidente homenageado com uma visita e jantar de Estado nos 15 meses que Trump está no poder, e espera-se que nos seus contatos falem sobre os planos americanos a respeito do acordo nuclear com o Irã, a situação na Síria, e a relação comercial entre EUA e União Europeia (UE).

"Este é uma grande honra e uma visita de Estado muito importante, dado o contexto atual", disse Macron aos jornalistas ao aterrissar na base aérea de Andrews, nos arredores de Washington, pouco depois das 13h (horário local, 14h de Brasília).

"Teremos a oportunidade de conversar sobre vários temas bilaterais, como a segurança, o comércio e muitos temas multilaterais que são muito importantes, além das nossas fronteiras", explicou Macron em inglês, que depois acrescentou em francês que falaria também com Trump sobre "meio ambiente".

Macron viaja acompanhado da sua esposa, Brigitte, e ambos devem jantar hoje junto com Trump e sua mulher, Melania, na histórica residência do primeiro presidente americano, George Washington, conhecida como Mount Vernon e situada em Virgínia, nos arredores de Washington.

Na terça-feira, Macron terá uma reunião bilateral e uma entrevista coletiva com Trump, seguida de uma visita ao Departamento de Estado e um jantar de Estado nessa mesma noite; e na quarta-feira o presidente francês fará um discurso perante o Congresso.

"Esta será uma visita de Estado muito produtiva e positiva para ambos países", destacou hoje a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, em entrevista coletiva diária.

"Os dois líderes têm um grande respeito mútuo, uma grande amizade, que lhes permite ter conversas francas", acrescentou.

Trump é o primeiro presidente americano em décadas que não recebeu uma visita de Estado no seu primeiro ano no poder, e sua escolha por Macron ilustra a relação pragmática que teve com esse líder europeu.

Em julho do ano passado, Trump e Macron encenaram uma grande cumplicidade durante o desfile militar do Dia da Bastilha em Paris, e ambos também se reuniram nas cúpulas do G7, do G20 e da Assembleia Geral da ONU em setembro.

No entanto, os dois presidentes se estranharam pela decisão de Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris sobre mudança climática, e agora enfrentam um novo tema delicado, com o ultimato de Trump para que a Europa negocie com ele antes de meados de maio um anexo ao acordo nuclear com o Irã que corrija seus "defeitos". EFE