Mulher é detida na Argentina por ataque contra Kirchner

Uma mulher foi presa nesta terça-feira (13), elevando a três o número de pessoas detidas pelo ataque fracassado de 1º de setembro contra a vice-presidente argentina Cristina Kirchner, informaram fontes judiciais.

A detida, cuja identidade não foi divulgada, é amiga de Brenda Uliarte, a jovem de 23 anos suspeita de participar junto com o namorado Fernando Sabag Montiel (35) que disparou a arma contra Kirchner, mas o tiro não saiu, informou a agência de notícias oficial Telam.

Sabag Montiel foi preso na mesma noite do ataque, logo após puxar o gatilho de uma pistola duas vezes a poucos centímetros da cabeça de Kirchner, do lado de fora de sua casa em Buenos Aires.

A nova prisão ocorreu em uma casa em San Miguel, na periferia oeste de Buenos Aires, após uma série de batidas policiais.

A mulher é a pessoa com quem Uliarte se comunicou por telefone após o ataque, segundo as fontes.

Sabag Montiel conseguiu chegar a Kirchner, camuflando-se entre as pessoas que manifestavam seu apoio à ex-presidente acusada em um julgamento por suposta corrupção.

Uliarte também estava no local e saiu após a prisão do namorado, segundo as imagens de câmeras de vigilância.

Ela foi presa três dias depois.

Segundo a perícia realizada nos celulares dos réus, eles já haviam tentado atacar Kirchner em 27 de agosto, mas o plano foi abortado, informou a imprensa local.

Fotografias encontradas no celular de Sabag Montiel mostram os dois posando com a pistola Bersa 32 com a qual o ataque foi realizado.

Sabag Montiel recusou-se a responder às perguntas do juiz em duas audiências de inquérito em que se limitou a exonerar a responsabilidade de Uliarte.

O detido foi descrito como um mitomaníaco, com vida marginal, com tatuagens de símbolos nazistas, mas sem ativismo político conhecido, embora com mensagens críticas ao governo de Alberto Fernández e Kirchner.

Junto com a namorada, vendia algodão doce em passeios públicos.

O ministro da Segurança, Aníbal Fernández, informou nesta terça-feira que a segurança de Kirchner foi reforçada após receber uma ameaça de morte.

"Ontem (segunda-feira) houve uma mensagem pelo 911. Parecem pequenas coisas, mas não são pequenas coisas, é sério, tudo tem que ser investigado", disse Fernández à imprensa.

O ministro, que entrou em contato com Kirchner para informar sobre o caso, disse que a vice-presidente "não tem medo. Cristina é uma mulher muito forte nessas coisas".

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