Mulher é encontrada morta dentro de cama box, no Pechincha

Ana Carolina Torres
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Foto: Facebook / Reprodução

Uma mulher foi encontrada morta, nesta terça-feira, numa casa na Avenida Geremário Dantas, no bairro do Pechincha, na Zona Oeste do Rio. O corpo de Cláudia Cristina dos Santos Sacramento, de 46 anos, estava dentro de uma cama box, amarrado e coberto por um lençol. Ela foi a sexta mulher assassinada no Estado do Rio nas últimas duas semanas. O suspeito da morte de Cláudia foi preso em São Paulo, nesta quarta-feira.

De acordo com parentes, Cláudia conheceu um homem num bar no Pechincha onde estava no sábado. Os dois conversaram e ele a convidou para tomar cerveja em sua casa. Ela aceitou e desde então não foi mais vista. Preocupadas com a falta de notícias da mãe, as filhas de Cláudia mandaram mensagens para o celular dela.

— Ele respondia como se fosse ela, dizendo que estava tudo bem, que estava se divertindo, que estava tomando banho de banheira. A gente sabe que não era ela porque eram mensagens de texto e ela só respondia por áudio — contou a irmã de Cláudia, Ana Cristina dos Santos, de 49 anos.

Na segunda-feira, vizinhos sentiram um cheiro ruim vindo da casa do homem e o procuraram. Ele alegou que um gambá havia morrido na residência. Como o cheiro continuou, os vizinhos procuraram o senhorio do suspeito. A ele, o homem disse que um cano de esgoto havia estourado.

Na quarta-feira, o cheiro continuou. Como o homem não foi encontrado, uma vizinha chamou a Polícia Militar. Uma equipe do 18º BPM (Jacarepaguá) foi ao local e encontrou o corpo de Cláudia. Ela tinha cortes nas mãos e uma ferida na cabeça, segundo Ana Cristina.

— Esse homem tem que pagar pelo que ele fez. Comparou minha irmã um gambá. Quem faz uma coisa dessas? A gente está sofrendo muito. Minha mãe, de 70 anos, não merecia passar por isso. A gente quase não acredita que minha irmã tenha ido embora desse jeito — disse ela.

O corpo de Cláudia — que tinha sete filhos — foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) para passar por uma necrópsia, que determinará a causa da morte. O caso foi registrado na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

Desde o último dia 4, outras cinco mulheres foram assassinadas no Rio. Naquele dia, houve duas mortes. Natália da Silva Fonseca, de 29 anos, foi assassinada a tiros em Teresópolis, na Região Serrana. O principal suspeito do crime é o ex-marido, Alexsandro Fonseca de Souza. Em Paraty, na Costa Verde, uma adolescente de 14 anos foi encontrada morta a tiros. O caso também foi registrado como feminicídio.

No dia 10, outras duas mortes foram registradas, dessa vez na capital. A idosa Hilda do Nascimento, de 65 anos, foi encontrada morta a facadas em casa, no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. Já Eliane Vieira, foi assassinada na Cidade de Deus, na Zona Oeste. O suspeito é o ex-marido dela, Genesse da Conceição, que se entregou à polícia.

Nesta terça-feira, o corpo de Bianca Lourenço da Silva, de 24 anos, foi encontrado num tonel na Praia do Fundão, perto da Cidade Universitária, na Zona Norte. Ela estava desaparecida após ser arrastada pela Favela Kelson's, na Penha, também na Zona Norte. O principal suspeito da morte da jovem é um ex-namorado, Dalton Vieira Santana, o DT, apontado como um dos chefes do tráfico na comunidade.