Mulher é hostilizada no Metrô por manifestante que se recusou a pôr a máscara

Pedro Madeira
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RIO — Uma passageira foi hostilizada neste sábado ao pedir que manifestante colocasse a máscara dentro de vagão do Metrô. A mulher que sofreu os ataques, a jornalista Maria Clara Pedroso, de 33 anos, disse que também foi agredida pela manifestante e xingada pelo resto dos passageiros.

O fato ocorreu à tarde no sentido Zona Sul do Metrô, enquanto uma manifestação de apoiadores do presidente Bolsonaro acontecia em Copacabana. A jornalista disse que, por volta das 11h, estava indo em direção ao Leblon quando viu que um grupo de manifestantes com a camisa do brasil gritando "Mito" fazia tumulto no vagão da estação Afonso Pena. Ela conta que estava saindo do vagão e pediu a mulher para colocar a máscara, pois estava em local público.

— Ela disse "o problema é meu". Não, o problema não é só seu, você está em uma pandemia — afirmou Maria Clara.

Ao se virar, relata a jornalista, a manifestante puxa seu cabelo e parte pra cima dela, até que as pessoas separaram. Apartada a confusão, Maria Clara disse que só iria embora com a manifestante, que continuou a debochar.

— A porta do metrô abriu, eu gritei os segurança. Dois seguranças chegaram, um homem e uma mulher. Eles me pediram pra sair e eu disse que nao ia sair sem ela. No final das contas, a porta fechou e ela fugiu, mas por sorte um rapaz gravou tudo, se não eu não teria nada para provar a agressão — contou a jornalista.

Maria Clara disse que vai usar o vídeo para ir à delegacia prestar queixa. "Todos estavam filmando e me colocando como a doida, sendo que ela veio me agredir", afirmou a jornalista. Após o ocorrido, um vídeo contendo a agressão viralizou nas redes sociais.