Mulher é investigada por forjar certidão de óbito do próprio filho

Uma mulher de 21 anos é investigada por ter forjado a certidão de óbito do próprio filho para entregá-lo de forma ilegal para outra pessoa após o parto, além de falsificar documentos para dar entrada na maternidade, em Casemiro de Abreu. O caso foi alvo da Operação Cegonha, deflagrada pela 128ªDP (Rio das Ostras), na Região dos Lagos. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos endereços dos suspeitos de envolvimento no caso, mas ninguém foi preso. Com três meses de vida, o bebê está num abrigo do Conselho Tutelar.


— Cumprimos mandados de busca e apreensão de documentos, extratos bancários e, inclusive, de celulares dos envolvidos para ouvir as conversas e saber se ouve crime — disse o delegado Roberto Ramos, responsável pela operação.


Após engravidar, a mulher chegou a dizer que não queria ter o bebê. Mas mudou de ideia e levou a gravidez até o final. No entanto, após o parto, disse que tinha perdido o filho, e apresentou uma certidão de óbito. O documento levantou suspeitas.

Foi quando as investigações tiveram início. Depois de verificar mais de 70 prontuários, foi apurado que um havia sido falsificado. A jovem mãe em questão, de 21 anos, havia dado entrada no hospital com nome de uma terceira pessoa, que teria ficado como acompanhante dela durante os dias de internação. A mulher em questão teria assumido a maternidade do bebê e deixado o hospital sem levantar suspeitas.