Mulher é presa acusada de manter companheiro idoso em 'condições desumanas' no Rio

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RIO — A Polícia Civil do Rio prendeu neste domingo Carla Geremias Barbosa, acusada de manter em condições desumanas seu companheiro de 75 anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) há dois anos. Ela o mantinha em um quarto de sua casa, sem banho de sol ou contato com o filho. A mulher foi presa após se recusar a cumprir uma ordem judicial que a proibia de ter contato com a vítima.

Neste sábado um Oficial de Justiça a intimou sobre a determinação da Justiça, mas Carla se recusou a deixar a casa e não permitiu acesso ao interior do imóvel nem do filho do idoso ou dos policiais militares que acompanhavam a ocorrência. Após a recusa, o Tribunal de Justiça determinou sua prisão preventiva. Quando policiais da 42ª DP (Recreio) chegaram à residência para efetuar a prisão, a mulher ainda teria simulado um desmaio.

“Ouvida em sede policial, Carla afirmou categoricamente que não cumpriria a ordem judicial e não se afastaria do idoso, nem permitiria que o filho deste, Marcelo, o levasse para ser por ele cuidado (...) Depoimentos de cinco pessoas desinteressadas convergem no sentido de que Carla representa risco a saúde física e psicológica do mesmo, na medida em que o priva de ter contato com os filhos, o impede de tomar banho de sol, limita sua vida a um cômodo fechado e, ainda, utiliza em proveito próprio e em detrimento das necessidades do idoso parte significativa dos valores repassados para os seus cuidados”, diz trechos da decisão da juíza Maria Izabel Pena Pieranti, que decretou sua prisão.

A magistrada ainda decretou que outro homem, identificado como João Guilherme Dantas, não tenha contato com o idoso ou as testemunhas. No Registro de Ocorrência feito após o descumprimento da ordem judicial, os policiais militares relataram que Carla Geremias ligou para João Guilherme e o colocou no viva voz. Durante a ligação, ele a instigava a não cumprir o mandado e dizia ser “comandante” para tentar intimidar os policiais. Nos autos do processo.

“Mas não é só. Há informes nos autos de que Carla e João Guilherme estariam arregimentando a remoção clandestina do idoso para outro Município, o que demonstra o intento do Indiciado em participar do embaraço às investigações e tentativa de ocultação de provas”, diz outro trecho da decisão judicial.

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