Mulher é presa no RJ por suspeita de financiar atos golpistas

Uma mulher de 48 anos, alvo de operação da Polícia Federal (PF) por financiar atos golpistas, se entregou na noite desta segunda-feira em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A PF cumpre desde ontem pela manhã três mandados de prisão temporária no estado do Rio. Além da mulher, o bombeiro Roberto Henrique de Souza Júnior, o "Júnior Bombeiro', foi detido. A terceira pessoa ainda se encontra foragida.

Os três são suspeitos de financiarem "atos que desencadearam a depredação dos prédios públicos e dos atentados contra as instituições democráticas" ocorridas em 8 de janeiro, em Brasília. De acordo com a PF, a investigação busca identificar as lideranças locais que bloquearam as rodovias que passam pelo município.

Os três são suspeitos de envolvimento no bloqueio de estradas, organização de manifestações em frente aos quartéis do Exército situados na cidade, e de financiar ida aos atos em Brasília, que culminaram na depredação da sede dos Três Poderes no último dia 8.

O mandado de prisão dos três está sob sigilo e a Polícia Federal não detalhou as ações de cada um.

Em 2011, o subtenente chegou a ser preso por participar de uma manifestação liderada por Cabo Daciolo. Na ocasião, o então 1° sargento e seus 429 colegas quebraram 12 viaturas e os portões do Quartel Central do Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) enquanto pediam melhores salários. Júnior tem 33 anos de corporação.

Ao GLOBO, o Corpo de Bombeiros do Rio informou que acompanha de perto a Operação.

Preso nesta segunda-feira, o subtenente do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro Roberto Henrique de Souza Júnior, de 52 anos, foi candidato a deputado federal nas eleições de 2018. À época, o bombeiro lotado em Guarus, no Norte Fluminense, disputou o pleito pelo Patriota, partido ligado à base do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob a alcunha de "Júnior Bombeiro" e obteve 1.260 votos. Ele foi preso em casa.

Em agosto do ano passado, ele foi condenado pela Justiça Eleitoral por mau uso do fundo partidário. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio, o então candidato não prestou suas contas de campanha, motivo pelo qual foi obrigado a devolver R$ 4 mil.