Mulher acusada de torturar o filho de 2 anos no Rio tem a prisão mantida pela Justiça

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A mulher acusada de torturar e agredir o filho de 2 anos no Morro do Urubu, na Zona Norte do Rio, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na tarde desta quarta-feira, dia 5, em audiência de custódia. A mãe da criança foi presa nesta terça-feira, dia 4, na favela, por policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). A criança foi levada para o Hospital Municipal Souza Aguiar para exames e precisou ficar internada devido ao seu estado de saúde. A vítima tinha diversos ferimentos pelo corpo, desnutrida e desidratada.

Na audiência, a mulher negou as agressões e disse que o filho tem problemas dermatológicos. Ela foi denunciada, porém, pelo irmão, que é policial militar e desconfiou das agressões e notou a aparência desnutrida do sobrinho. De acordo com o PM, a irmã já havia agredido antes o menino e até a própria mãe.

Na decisão que converteu a prisão em preventiva, a juíza Monique Correa Brandão dos Santos Moreira ressaltou a gravidade do crime. “Os presentes fatos são de extrema gravidade, considerando a tenra idade da vítima, uma criança de apenas 2 anos, totalmente indefesa, que teria sido submetida a intenso sofrimento físico pela sua própria mãe. As lesões foram causadas em diversas partes do corpo da vítima, incluindo o rosto, mãos e costas. Além disso, as agressões foram tão intensas e desproporcionais que a criança se encontra hospitalizada, com previsão de internação de, pelo menos, 10 dias”, escreveu a magistrada, em sua decisão.

Dados da violência

Levantamentos feitos por órgãos de proteção à criança e ao adolescente mostram números altos das violências sofridas sofridas por menores de idade dentro da própria casa e do núcleo familiar. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), somente em janeiro e fevereiro deste ano, estiveram submetidas ao menos 292 crianças de até 11 anos no Estado do Rio. Neste período, com a média de quase cinco casos por dia dos que chegam às delegacia, foram, ao todo, 209 de lesão corporal dolosa e 83 de maus-tratos. Os autores, muitas das vezes, eram as mães (13,7% dos casos), os pais (11,3%) ou os padrastos (3,8%).

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