Mulher assassinada no Rio já chamava marido, que não aceitava o divórcio, de ex

RIO — Encontrada morta em Vila Isabel, na última sexta-feira, dia 29, vítima de agressões, Ayend Cristine Nascimento Hammad, de 31 anos, já chamava o marido de "ex" em conversas com amigas. O casal ainda morava junto, mas Samy Hammad, investigado pelas agressoes, recusava-se a aceitar o divórcio, dizem familiares e amigos da pedagoga.

"Amiga, desculpe, está muito tensa a situação aqui em casa", escreveu Ayend a uma amiga, que tentou tranquilizá-la. "Meu ex-marido é um merd* (risos)", complementou a pedagoga.

A outra amiga, em uma conversa na madrugada de quinta para sexta-feira, Ayend falou sobre sinais de descontrole do companheiro.

"Só fui chamada de puta, vaca, interesseira", disse.

A última visualização no aplicativo de mensagens de Ayend foi às 02h46. Amigas estranharam quando ela não apareceu para um evento que aconteceria na faculdade nesta sexta-feira.

'Surto' com suposta traição

Samy Foaud Hammad foi preso no último sábado, dia 30. Uma reportagem da TV Globo revelou que em depoimento ele alegou ter tido um surto em meio a briga, ao achar que estava sendo traído. A briga dos dois teria sido sobre a divisão dos bens do divórcio.

Ayend deixa dois filhos que teve com o Samy: um de quatro e outro de seis anos. Ela tinha 31 anos e estava cursando pedagogia na Unirio. A estudante começaria um novo estágio em Botafogo, na Zona Sul do Rio, na próxima semana.

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