Mulher brutalmente agredida e esfaqueada relata alívio com prisão de ex-marido, diz irmã da vítima

Sensação de alívio. Essa foi a reação de Nathália Maria da Silva ao saber da prisão do mecânico Joilson Tavares, no último sábado. Agredida brutalmente pelo ex-companheiro, a mulher de 29 anos foi transferida para a enfermaria depois de passar cinco dias internada no CTI do Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, com graves lesões na cabeça, no rosto e no tórax provocadas por socos e golpes de faca.

— Ela está consciente e conversando. Ela ficou muito aliviada quando mostrei que ele foi preso — disse Laís, irmã da vítima.

A agressão aconteceu na última quarta-feira, quando Nathália foi abordada por Joilson logo após levar o filho a uma consulta médica. Ele entrou no banco da frente do carro onde os dois estavam, começou a discutir e passou a agredir a ex-mulher com socos, facadas e um tiro. A criança, diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), foi levado pelo agressor e devolvido pela avô na delegacia dois dias depois.

Na delegacia, Nathália e familiares falaram sobre o perfil agressivo de Joilson. De acordo com Nathália, eles foram casados por sete anos, mas estavam separados há um ano, justamente pelas frequentes brigas e agressões verbais e físicas cometidas contra ela por Joilson.

A jovem contou para a polícia que o agressor ficou inconformado quando ela se envolveu em um outro relacionamento e passou a ameaçá-la de forma recorrente.

Segundo a irmã Laís, mesmo depois da separação o ex-cunhado continuava com as ameaças. No dia 28 de emaio, segundo Laís, ele invadiu a casa da avó delas, agrediu Nathália e bateu na avó, Eliane Maria da Silva, de 65 anos.

— Ele já agrediu quase todo mundo da família. Minha mãe, meu padrasto, minha avó. Minha irmã não podia discordar de nada dele que começavam as agressões. Qualquer coisa ele se estressava. E a gente tentava entrar no meio, porque a gente é família né? A gente não vai ver alguém fazendo mal a um familiar nosso e ficar parado, sem fazer nada — contou Laís Maria da Silva, irmã da vítima.

De acordo com a família, após a última agressão no dia 28, Nathalia foi até a delegacia da Pavuna (39DP) para registrar a ocorrência e entrar com um pedido de medida protetiva. Na ocasião, porém, ela não conseguiu fazer o registro pois foi informada de que precisaria saber o endereço do agressor. Ela não tinha essa informação. Nathália ainda tentou procurar a DEAM, em São João de Meriti, mas não conseguiu entrar com o pedido da medida protetiva.

— Se ela tivesse conseguido fazer o registro há 15 dias atrás, talvez agora a gente não tivesse passando por essa situação — enfatizou Laís.

Mais violência

No fim de semana, um homem matou a esposa, atirou na filha e depois tirou a própria vida em Mesquita, na Baixada Fluminense. A jovem deu entrada no Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), no sábado, às 21h28, com ferimento a bala no tórax, transferida da UPA de Mesquita.

A paciente passou por uma cirurgia para a retirada do projétil, mas segue internada, aos cuidados da equipe de cirurgia geral do hospital. De acordo com as informações da prefeitura de Caxias, o estado de saúde dela é estável, ela está lúcida e orientada, mas não tem previsão de alta.

Índices de feminicídio assustam

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do Rio, entre janeiro e abril de 2022 – meses que os dados já foram computados – 47 mulheres foram vítimas de feminicídio em todo o estado do Rio. No mesmo período, outras 108 foram vítimas de tentativa de feminicídio. Nos mesmos meses do ano passado, 30 mulheres foram mortas por seus companheiros ou ex-companheiros. Outras 86 foram vítimas de tentativa de feminicídio.

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