Mulher de citado em inquérito de atos antidemocráticos é exonerada da Presidência

Paulo Cappelli
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BRASÍLIA - Bianca Diniz Arnaud foi exonerada do cargo de assistente na Diretoria de Gestão de Pessoas da Secretaria Especial de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República. Divulgada no Diário Oficial desta terça-feira, a exoneração consta como "a pedido". Bianca é mulher de Tércio Arnaud, apontado como integrante de um esquema de publicações falsas que beneficiariam Bolsonaro.

Diferentemente de sua mulher, Tércio continua lotado como assessor especial da Presidência. Ele foi citado no inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga a organização de atos antidemocráticos e prestou depoimento no ano passado à Polícia Federal. O assessor confirmou que criou páginas pró-Bolsonaro, mas negou que tenha promovido atos antidemocráticos.

Nas redes, o suposto grupo ganhou a alcunha de "gabinete do ódio". Tanto Tércio Arnaud quanto o Planalto negam que exista um grupo do tipo na estrutura institucional da Presidência.

Antes de trabalhar com as redes da família Bolsonaro, Tercio trabalhava como recepcionista em um hotel. Ele é formado em biomedicina por uma faculdade de Campina Grande, na Paraíba, e tem sido estimulado por Bolsonaro a se candidatar no ano que vem.