Mulher condenada por 'bruxaria' nos EUA será inocentada graças a jovens ativistas

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Muitas pessoas se reúnem todos os anos durante o Halloween em Salem, Massachusetts, cenário da histeria em massa pelas bruxas no século XVII

Uma mulher condenada por bruxaria durante os julgamentos de Salem no século 17 pode ser inocentada graças a um grupo de jovens ativistas nos Estados Unidos.

Elizabeth Johnson Jr. foi condenada à morte em 1693, quando a histeria em massa pelas bruxas tomou o Massachusetts colonial.

Ela morreu aos 80 anos na década de 1740 e apesar de ter recebido clemência nunca foi inocentada, ao contrário de outras mulheres condenadas por "bruxaria".

Quando alunos da oitava série da North Andover High School, perto de Salem, souberam de sua situação durante a aula de educação cívica, decidiram agir. Eles fizeram uma extensa pesquisa e concluíram que Johnson foi perseguida por ser solteira e possivelmente deficiente mental.

Os meninos e meninas de 13 e 14 anos não conseguiam entender como a absolvição de Johnson foi negligenciada, mas de fato ela não tinha descendentes imediatos para defendê-la.

Os jovens começaram a escrever cartas para representantes locais e ajudaram a senadora estadual Diana DiZoglio a redigir um projeto de lei para limpar o nome de Johnson. A senadora apresentou recentemente o texto, que não deve encontrar oposição.

Mais de 150 pessoas, a maioria mulheres, foram acusadas de bruxaria entre 1692 e 1693, quando Massachusetts estava mergulhado no medo e na superstição. Trinta, incluindo Johnson, foram consideradas culpadas (19 delas foram enforcadas), mas Massachusetts absolveu formalmente 29, segundo DiZoglio.

À medida que o projeto de lei avança no Legislativo, os alunos são atualizados e aproveitam a cobertura que estão recebendo da imprensa, inclusive do The New York Times.

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