Mulher de Milton Ribeiro disse que ministro ‘estava sabendo’ da operação da PF

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Myrian Ribeiro, mulher do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, afirmou a um interlocutor que o ex-ministro “tava sabendo” com antecedência da realização de uma operação contra ele, mas não queria acreditar.

Segundo informações do jornal O Globo, a afirmação foi feita em um telefonema realizado no dia da prisão de Milton Ribeiro com uma pessoa da família. O familiar a tranquiliza, e ela diz que o advogado iria tentar um habeas corpus.

“No fundo ele não queria acreditar, mas ele tava sabendo. Pra ter rumores do alto, a coisa... é porque o negócio já tava certo”, disse ela.

Com isso, investigadores acreditam que essa conversa reforça as suspeitas de vazamento da investigação.

Além disso, outro diálogo, mantido no dia 9 de junho, Milton Ribeiro contou que conversou com o presidente Jair Bolsonaro (PL), que disse ter um “pressentimento” de que ele poderia ser alvo de investigação da corporação.

Interferência de Bolsonaro

Em uma conversa entre Milton Ribeiro e uma filha, o ex-ministro afirmou que foi contatado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que disse ter um “pressentimento” de que Ribeiro poderia ser alvo, como forma de atingir o presidente da República.

A ligação faz parte de uma interceptação telefônica, feita como parte das investigações da Polícia Federal, e foi revelada pela TV Globo.

“A única coisa meio... hoje o presidente me ligou... ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”, disse o ex-ministro para a filha.

A filha pergunta: “Ele quer que você pare de mandar mensagens?”. E o ministro responde que não. “Não é isso... ele acha que vão fazer uma busca e apreensão... em casa... sabe... é... é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né?”

À TV Globo, o advogado de Milton Ribeiro, Daniel Bialski, afirmou que não teve acesso ao processo completo. O advogado, no entanto, afirmou que, se citam o foro privilegiado na decisão, o Supremo Tribunal Federal deveria ter sido acionado antes.

A Secretaria de Comunicação da Presidência da República ainda não se pronunciou sobre o assunto.

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