Mulher diz ser médica e ofende equipe de reportagem em saída de festa clandestina: “Você não vale nada”

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Mulher apresentou-se como médica e ofendeu reportagem - Foto: Reprodução/TV Record
Mulher apresentou-se como médica e ofendeu reportagem - Foto: Reprodução/TV Record
  • Força-Tarefa de São Paulo encerrou festa com cerca de 1,5 mil pessoas em galpão na Zona Sul

  • Uma mulher apresentou-se como médica e ofendeu equipe de reportagem da TV Record

  • Ela apresentou crachá de um hospital no qual não trabalha desde o ano passado

Uma mulher, que apresentou-se como médica, ofendeu a equipe de reportagem da TV Record ao ser flagrada deixando uma festa clandestina na madrugada de domingo.

Cerca de 1.500 reuniam-se em um galpão fechado na Zona Sul de São Paulo. A Força-Tarefa da capital paulista interrompeu a festa de música eletrônica durante a madrugada, e foi aí que a suposta médica revoltou-se.

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Na saída do evento, ela disparou contra a equipe da Record, em especial um cinegrafista, que trabalhava no local. “Eu salvo vidas, você fica aí filmando os outros”, disse a mulher.

“Eu não vou nem falar com você, sabe por quê? Porque você, para mim, não vale nada. Câmera, para mim, não vale nada”, completou.

A mulher explicou que estava no local “comemorando o aniversário de um grande amigo” e questionou o que o cinegrafista fazia. “Trabalhando”, respondeu o rapaz. “Trabalhando como? Você fica mudo, não tem fala, porque você não sabe o que fala”, encerrou a suposta médica.

Festa clandestina em São Paulo reunia 1.500 pessoas que, em sua maioria, não utilizava máscaras - Foto: Reprodução
Festa clandestina em São Paulo reunia 1.500 pessoas que, em sua maioria, não utilizava máscaras - Foto: Reprodução

Mulher apresentou crachá de hospital onde não trabalha

Durante a discussão, a mulher apresentou um crachá do Hospital Geral do Grajaú para comprovar que era, de fato, médica. Segundo o UOL, porém, a Secretaria de Saúde de São Paulo explicou que a profissional não faz parte do corpo médico do hospital desde o ano passado.

Em nota, a Secretaria afirmou que tomará “medidas para reaver o crachá”, que foi usado “indevidamente”. O órgão apontou, ainda, que “não compactua e repudia este tipo de atitude - colocar em risco a própria saúde e de demais pessoas e desrespeitar outras pessoas, além de descumprir protocolos e a legislação sanitária”.

Maior festa clandestina de SP

A polícia interrompeu o evento Festa do Bryan no bairro de Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo. De acordo com a Record, foi a maior festa clandestina registrada em todo o estado durante a pandemia, com cerca de 1,5 mil pessoas presentes.

Tratava-se de um evento de alto nível social, com camarotes custando até R$ 18 mil e carros de luxo no estacionamento. A maioria dos frequentadores não utilizava máscara de proteção.

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