Mulher do dono da Embelleze diz que empresa não apoia ações antirracistas para não afetar 'o bolso'

Ana Carolina Diniz
Empresa de cosméticos para cabelos têm produtos voltados para população negra

A influenciadora Monique Elias, mulher de Itamar Serpa, dono da indústria de beleza Embelleze, deu uma declaração polêmica durante uma live no Instagram. Segundo ela,  a empresa - que tem muitos produtos voltados para a população negra - faz silêncio sobre o racismo para não ter prejuízos financeiros.

 — Acredito que é facil ficar em cima do muro. As pessoas não se posicionam, sabe por quê? Porque toca na ferida, e a ferida é o bolso. O Itamar me respondeu que não entra em bola dividida  — contou em entrevista ao perfil Beyoncé Destruidora, reproduzida pelo site "Metrópoles".

Segundo ela, a ausência de declarações sobre o assunto fez com que ela deixasse de seguir o marido nas redes sociais.

Procurada, a empresa ainda não retornou o contato.

A Embellezze desenvolveu uma linha de produtos voltados para cabelos crespos e cacheados. A página no Instagram "Meu cacho Embelleze" tem mais de 200 mil seguidores e diversas parcerias com influenciadoras negras, mas sem qualquer publicação sobre pautas antirracistas.

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Com mais de um milhão de seguidores, Monique postou em sua rede social um quadro preto no dia 2 de junho, na chamada "Black Thursday", movimento estimulado pela indústria americana, que começou nos Estados Unidos após a morte de Geoge Floyd por um policial branco.