Mulher é chamada de “macaca, preta e pobre” por cliente em praia de SP

·2 minuto de leitura
Episódio foi registrado por testemunhas - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Episódio foi registrado por testemunhas - Foto: Reprodução/Redes Sociais
  • Cozinheira foi chamada de "macaca, preta e pobre" por cliente em praia no Guarujá

  • Episódio aconteceu após a mulher, branca, revoltar-se com o valor da conta em uma barraquinha

  • A vítima registrou boletim de ocorrência e aguarda o desenrolar da investigação

Uma cozinheira foi vítima de ataques racistas de uma cliente em uma praia de São Paulo. O episódio aconteceu no Guarujá e foi gravado por testemunhas.

As imagens mostram uma mulher, branca, chamando Lais Santos Rodrigues de “macaca, preta e pobre”. A vítima, de 28 anos, registrou boletim de ocorrência pela Delegacia Eletrônica.

Leia também:

Em entrevista ao G1, ela contou que trabalha em uma barraquinha na Praia de Pernambuco, onde a mulher responsável pelas ofensas passou o dia com dois amigos. Ao pedir a conta, porém, a cliente teria discordado do valor e deu início a ofensas aos chefes de Laís.

"Na hora de pagar, ela ficou brava, acusando que meus patrões tinham colocado dinheiro a mais na comanda dela. Ela não queria pagar aquele valor, chamou eles de burros, idiotas, disse que eram uns merdas. Humilhou o pessoal", relatou.

Laís foi vítima de racismo em praia do Guarujá - Foto: Arquivo Pessoal
Laís foi vítima de racismo em praia do Guarujá - Foto: Arquivo Pessoal

A cliente teria ameaçado ir embora daquele “lixo de lugar”, ao que Laís respondeu: “Vai mesmo”. “Aí, ela disse: ‘E você está falando o que? Além de preta é pobre, sua macaca'”, lembrou a vítima.

Imagens mostram ofensas

As imagens mostram a cliente proferindo as ofensas raciais a Laís, além de chamá-la de “pobre filha da p...” e ameaçar agredi-la com um pedaço de pau.

Em diversos momentos, a vítima afirma que vai processar a mulher, que demonstra não se importar. Após as ofensas, as duas chegam a entrar em luta corporal, antes de serem separadas pelos presentes.

"Ela falava que trabalhava no banco, que ganhava R$ 20 mil por mês, humilhando a gente mesmo. Eu me senti muito mal quando ela disse aquelas coisas, nunca passei por isso. É dolorido de ouvir e só quem passa sabe, é até difícil de explicar. O que ela fez não pode ficar impune", afirmou Laís.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos