Mulher é morta pelo ex-companheiro quando deixava os filhos em escola no PR

Mulher foi morta por ex-marido, que é advogado, ao levar filhos na escola - Foto: Reprodução
Mulher foi morta por ex-marido, que é advogado, ao levar filhos na escola - Foto: Reprodução

Uma mulher de 29 anos foi morta a tiros na tarde desta segunda-feira (31) pelo ex-marido quando deixava os dois filhos, de 8 e 10 anos, na escola, em Curitiba, no Paraná.

O crime foi registrado no bairro Uberaba, para onde a autônoma da área de estética Suellen Helena Rodrigues se mudou há poucos dias, depois de fugir do ex-companheiro, o advogado Jaminus Quedaros de Aquino, de 59 anos.

Vídeo feito por uma câmera de segurança em frente à unidade de ensino mostra que o advogado chegou ao local em um carro, desce do veículo e corre em direção à ex.

Após trocar algumas palavras com Suellen, ele atira contra a vítima na frente das crianças. O filho mais velho corre do local, enquanto a menina mais nova tenta impedir a ação do homem. O homem ainda chega a arrastar a vítima no chão e em seguida foge.

A mulher foi atingida por pelo menos cinco tiros e morreu ainda no local.

As crianças, filhos do casal, não ficaram feridas. Seria o primeiro dia de aula deles, já que a mãe tinha acabado de se mudar para a capital paranaense justamente para ficar longe do ex.

Segundo o delegado Thiago Nóbrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o advogado teria chegado no local cerca de 40 minutos antes da mulher.

"Ele chegou cerca de 40 minutos antes dela, estacionou o carro e montou uma campana. Quando ele a viu, chegaram a discutir e ele começou a atirar nela. O menino fugiu para pedir ajuda e estava muito nervoso. Foram mais de cinco tiros na vítima que não teve como se defender. Uma atitude covarde", afirmou o delegado.

O advogado Jaminus de Aquino é ex-policial civil, que foi expulso da corporação por má conduta. Aquino chegou a concorrer ao cargo de vice-prefeito de Prudentópolis, onde o casal vivia, em 2016.

Suellen já tinha denunciado o ex por agressões, fugiu recentemente para Curitiba e já tinha uma medida protetiva contra ele. Além disso, contra ele, já havia um mandado de prisão em aberto, expedido no dia 25 de outubro por descumprir a decisão judicial.

Aquino ainda não foi localizado, não se apresentou à Polícia e nenhum representante legal se apresentou à investigação para fazer a defesa dele.