'Mulher é uma ajudadora do esposo', diz Michelle em evento com Bolsonaro

Michelle ao lado de Jair Bolsonaro (Foto: Mateus Bonomi/Getty Images)
Michelle ao lado de Jair Bolsonaro (Foto: Mateus Bonomi/Getty Images)

Em evento na capital do Rio Grande do Norte, Natal, na quarta-feira (14), a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, afirmou que as mulheres têm que ser “ajudadoras” dos maridos.

A declaração ocorreu no “Mulheres pelo Brasil”, encontro organizado pela campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, na busca por fidelizar o eleitorado feminino.

“Aqui tem um homem talvez um pouco mais técnico, mas aqui tem uma mulher espiritual”, disse a primeira-dama, referindo-se ao marido.

“Eu acho que se completa, né? Tem que ser assim, minhas amadas. A mulher tem que ser ajudadora do esposo, não é isso? É a gente que aguenta, né? Mas graças a Deus, Deus tem falado muito ao coração do meu marido”, seguiu.

Em tom religioso, Michelle disse que o mandatário é “rotulado por não gostar de mulheres”, mas afirmou que o governo do esposo foi responsável por aprovar “mais de 70 leis de proteção” para o público feminino.

Ainda durante passagem pela capital potiguar, Michelle argumentou que os dois não estão em busca de “um projeto de poder”, mas de "libertação".

“Estamos aqui não por um projeto de poder e nem por projeto de estado, estamos aqui por um projeto de prosperidade, um projeto de libertação da nossa nação”, disse.

Desde o início da campanha, a esposa do Presidente da República tem sido central na estratégia de buscar votos das eleitoras que, segundo os levantamentos, estão mais inclinadas a apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Uma propaganda com Michelle chegou a ser veiculada na campanha de Bolsonaro, mas foi vetada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após ação da campanha de Simone Tebet (MDB).

A candidata à Presidência argumentou que a primeira-dama não poderia extrapolar o limite de 25% do tempo destinado a apoiadores na campanha do marido.

Nesta quarta, a Corte acatou novo pedido feito pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), do candidato Ciro Gomes, e pelo Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a restrição do tempo de participação de Michelle na propaganda eleitoral de Bolsonaro.

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